
Chegaram ao limite máximo os hospitais do Jabaquara, Itaquera, Mooca e Pirituba. A média de ocupação no município é de 83%. Leito de UTI para atendimento a pacientes graves do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Divulgação/Governo de SP
Quatro hospitais municipais de São Paulo chegaram a 96% de ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) nesta segunda-feira (11), de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde: são os hospitais do Jabaquara, na Zona Sul, Itaquera e Mooca, na Zona Leste e Pirituba, na Zona Norte.
Em toda a capital paulista, a média de ocupação é de 83%.
Dos 108 leitos contratados em hospitais particulares, 48 já estão ocupados pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com Bruno Covas, a Prefeitura paga R$ 2.100 por dia por leito ocupado na rede particular de saúde.
No estado, o índice de ocupação de leitos de UTI era de 68,4% neste domingo (10), enquanto na Grande São Paulo já chega a 87,2%. O índice caiu um pouco em relação a sexta-feira (8), quando esse número na Grande SP era de 89,6%.
Ocupação de leitos x isolamento social
Enquanto a taxa de ocupação dos leitos de UTI, as mortes e os casos confirmados de Covid-19 aumentaram sistematicamente nos últimos 15 dias, o isolamento social em São Paulo permaneceu sempre abaixo dos 50% durante os dias úteis. O governo estadual atribuiu a piora nos índices à queda na adesão à quarentena.
Segundo porta-vozes do Centro de Contingência Contra o Coronavírus, o afrouxamento do isolamento, verificado desde a segunda semana de abril, pode fazer com que o estado chegue ao final de maio com até 10 mil mortes causadas pela doença.
Nos últimos 15 dias a taxa de ocupação dos leitos de UTI aumentou 22% no estado de São Paulo e foi de 57,7% no dia 24 de abril para os atuais 70,5%. Na Grande São Paulo o aumento foi de 16%: a lotação dos leitos foi de 76,9% em 24 de abril para os 89,6% verificados nesta sexta-feira (8).
Nesse mesmo período em que as UTIs encheram, a taxa de isolamento se manteve sempre abaixo de 50% de segunda a sexta-feira, exceto em feriados ou emendas. A adesão à quarentena começou a cair sistematicamente a partir da segunda semana de abril.
De 24 de março, quando a quarentena foi decretada, até o dia 8 de abril, o índice nunca ficou abaixo de 50%, em qualquer dia da semana. Depois de 8 de abril, o índice só superou a barreira dos 50% em feriados, emendas e finais de semana.
A queda no isolamento e o aumento na ocupação das UTIs acompanham a disparada nos casos confirmados e nas mortes causadas por Covid-19 nos últimos 15 dias. As mortes cresceram 111% nos últimos 15 dias, ou seja, o total de óbitos mais que dobrou no período de duas semanas. Já os casos confirmados subiram 123% desde 24 de abril. O aumento foi ainda maior no interior e no litoral, onde a doença está se propagando quatro vezes mais rápido do que na capital.
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