Cidade vai experimentar bloqueios em grandes avenidas em cada região da cidade, nos horários de pico. Além dos bloqueios no trânsito, o uso de máscaras passa a ser obrigatório no transporte público.
Prefeitura de SP vai fechar ruas e avenidas para forçar moradores a ficarem em casa
É o terceiro hospital de campanha da maior cidade do país, 268 leitos para baixa e média complexidades, mas 28 deles são de estabilização, quase uma UTI para atender quem piora de repente.
“Essa infecção é bastante traiçoeira, por isso a preocupação nossa na implementação deste hospital, de oferecer no mesmo local onde estão internados pacientes de baixa complexidade, uma quantidade importante de leitos de estabilização, que podem dar um suporte à vida do paciente, em caso de necessidade clínica”, destaca Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde- SP.
Os profissionais de saúde que chegaram, nesta sexta (1º) no complexo esportivo do Ibirapuera, transformado em frente de batalha sabem o que vão enfrentar, mas nas ruas ainda tem muita gente jogando com a sorte. Se arriscando. Um cenário que as autoridades querem mudar já na segunda-feira.
São Paulo vai experimentar o bloqueio de grandes avenidas em cada região da cidade, nos horários de pico. Os ônibus vão circular normalmente, mas os carros terão uma faixa só. Estreitar os caminhos foi o jeito que a prefeitura encontrou de mostrar que o isolamento social tem que ser para valer.
O primeiro dia vai ser de adaptação e na terça-feira (5) nenhum carro particular passa.
“Esses bloqueios estão vindo exatamente no sentido de desencorajar as pessoas a saírem de casa e mostrar para elas qual a efetiva importância de elas manterem a quarentena num momento crítico como estamos vivendo hoje”, afirma Edson Caram, secretário municipal de Mobilidade e Transportes.
Além dos bloqueios no trânsito, o uso de máscaras passa a ser obrigatório no transporte público. Os ônibus, que ainda transportam cerca de 3 milhões de pessoas por dia na capital, vão ganhar adesivos de alerta. Com passageito sem máscara, o coletivo não vai poder rodar.
A desobediência dará multa de R$ 3.300 para a empresa e em táxis e carros de aplicativos. A falta da máscara vai custar R$ 150 em multa para o motorista.
A relação entre redução do isolamento social e o aumento de doentes e mortos já foi comprovada em vários países do mundo e vem sendo confirmada em SP. Sem atingir a meta de 70% da população em casa, São Paulo vai vendo o número de doentes disparar na capital e no estado todo. Nesta sexta, chegou a 30.374 casos confirmados, e mais de 2.511 mortes. Foram quase seis óbitos confirmados por hora, desde quinta (30), no estado.
“Infelizmente o isolamento social diminuiu nesses últimos dias e isso faz com que o vírus circule de maneira mais rápida e que o pico seja alongado nos próximos dias. Hoje a melhor vacina é ficar em casa. É evitar que o vírus circule”, destaca Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo.
A taxa de ocupação de leitos também preocupa. A de Osasco, na Grande São Paulo, é um exemplo da velocidade assustadora da transmissão do novo coronavírus.
“Nós começamos o dia de quinta-feira com 62% de ocupação e terminamos o dia com 83%. Então, ou seja, toda cautela, toda precaução é fundamental”, diz Rogério Lins, prefeito de Osasco.
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