PM prende suspeito de participação no assassinato de jornalista em Santa Luzia


Maurício Campos Rosa tinha 64 anos e foi morto a tiros na noite do dia 17 de agosto de 2016. A então prefeita da cidade é a suspeita de ser a mandante do crime. Jornal o Grito, em Santa Luzia, na Grande BH
Reprodução/TV Globo
A Polícia Militar (PM) prendeu, na noite deste domingo (10), um suspeito de participação no assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa, do jornal O Grito, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a PM, Paulo César Florindo de Almeida, de 30 anos, dirigia um veículo com excesso de passageiros na Avenida Wilson Alvarenga de Oliveira, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, quando policiais militares faziam uma blitz e mandou que ele parasse o carro.
Ainda de acordo com a PM, crianças eram transportadas sem obedecer às normas de segurança de trânsito.
Os policiais abordaram o motorista que se identificou como sendo “Paulo César Alves de Oliveira”, mas, no entanto, ele não apresentou documento para comprovar. O veículo estava com a documentação regular.
Os militares pesquisaram no sistema os dados do condutor e apareceram vários nomes, e aí perguntaram o nome da mãe e ele disse dois nomes diferentes. Contudo, não havia nenhum indivíduo que constasse essas filiações. Depois, o suspeito falou à PM que não possuía filiação nos documentos porque era filho adotivo.
A PM solicitou que ele entrasse em contato com alguém para buscar a carteira de habilitação dele. Durante a vistoria no documento, a guarnição suspeitou que ela fosse falsificado porque tinham sombras de outras escritas e a fotografia estava bastante embaçada.
Os militares procuraram ocorrências em que o abordado pudesse estar envolvido, sendo que em uma delas foi localizado um celular no nome falso que o suspeito passou.
Em contato com o homem, ele afirmou que os dados que constavam na carteira de motorista apresentou eram idênticos aos da que ele possuía.
A equipe então se deslocou para o quartel da PM para verificar a situação e fazer um BO e, durante o deslocamento, o suspeito confessou que o documento que ele apresentou era falso e havia sido adquirido na cidade de São Paulo.
Questionado mais uma vez sobre o nome verdadeiro, ele disse que se chamava Paulo César Florindo de Almeida.
Durante a consulta ao sistema ficou constatado que ele possuía um mandado de prisão em aberto e estava foragido da Justiça desde 7 de setembro de 2017.
Natália Aparecida da Silva, que também estava no veículo no momento da abordagem, foi questionada pelos policiais sobre o nome do suspeito e informou que sabia somente os dois primeiros nomes dele.
Ela afirmou que ambos estavam morando juntos no bairro Chácara III há aproximadamente nove meses e que ficou sabendo sobre a situação do companheiro há cerca de um mês.
A PM deu voz de prisão em flagrante a Paulo César pelo crime de uso de documento falso e a Natália por favorecimento pessoal.
Paulo César sofreu uma crise de epilepsia e foi encaminhado à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Luiz Alberto Pinto Coelho pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), onde foi medicado.
O veículo foi rebocado porque o suspeito não apresentou uma pessoa habilitada. A carteira de motorista falsificada foi apreendida.
O G1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos.
O assassinato
O jornalista Maurício Campos Rosa tinha 64 anos e foi assassinado a tiros na noite do dia 17 de agosto de 2016. Ele estava próximo a um carro com identificação do jornal.
O crime foi por volta das 21h e, de acordo com a PM, ninguém viu os suspeitos. O local foi isolado e a perícia encontrou muitos cartuchos espalhados pelo chão.
Segundo a polícia, o jornalista levou um tiro no pescoço e quatro nas costas.
Prefeita de Santa Luzia é indiciada por homicídio duplamente qualificado
A então prefeita de Santa Luzia, Roseli Ferreira Pimentel (PSB), foi presa no dia 7 de setembro de 2017 por suspeita de envolvimento na morte de Maurício Rosa.
Roseli estava em casa na hora da prisão e foi levada para uma delegacia na capital mineira. Ela vai passou para o Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, para exame de corpo de delito e depois foi encaminhada a um presídio.
Roseli Ferreira Pimentel
Reprodução/TV Globo

By Negócio em Alta