Dos 400 equipamentos comprados, 152 foram entregues, mas não funcionaram. Governo do Pará disse que acionou a embaixada da China para mediar a entrega imediata dos respiradores em pleno funcionamento. PF e MPF investigam compra de respiradores defeituosos da China
A Polícia Federal informou neste sábado (9) que investiga a aquisição dos respiradores da China que foram entregues ao Pará sem funcionar. Cada equipamento custou R$ 126 mil. Dos 400 pagos, 152 equipamentos foram entregues, mas não puderam ser usados. O pedido da investigação foi feito pelos Ministérios Público Estadual e Federal.
Respiradores da China comprados pelo governo do Pará não funcionam; cada aparelho custou R$126 mil
Postagem do governo do PA confirma que respiradores da China foram usados em pacientes de Covid-19 em Belém
Pelas redes sociais, o governador Helder Barbalho informou que exige a entrega imediata dos 400 respiradores,e m pleno funcionamento, e que acionou a embaixada da China para intermediar a situação.
Os equipamentos chegaram na segunda-feira (4), junto com 1.580 bombas de infusão, que permitiriam a instalação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 e foram enviados para hospitais de Belém, Santarém, Marabá, Breves e Capanema.
No total, foram comprados 400 respiradores que, somados, custaram R$ 50,4 milhões, além de 400 monitores multiparamétricos, 400 oxímetros de pulso e 1600 bombas de infusão, totalizando R$ 100 milhões em investimentos, segundo o governo.
Segundo o MPF, os possuem uma deficiência técnica que impede o uso para pacientes com Covid-19.
Empresários suspeitos
Um empresário foi preso, em Belém, na última sexta-feira (8) e outro é investigado pela venda ao governo do Pará. Um dos empresários também está envolvido na venda de equipamentos hospitalares defeituosos ao governo do Rio de Janeiro e foi preso, após mandado expedido pela justiça estadual da capital carioca.
PF prende empresário em Belém suspeito de obter vantagens na compra de respiradores
O Ministério Público Federal (MPF) já enviou uma recomendação ao estado pedindo mais transparência nas operações de compra e aquisições realizadas pelo governo com recursos federais. A investigação corre em sigilo.
O governo do Pará, em nota, informou que desconhece a empresa investigada no Rio de Janeiro. O governo disse ainda que apoia toda investigação e que tem suas contas abertas e transparentes.
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