Pesquisa indica: em MG, 34,5% das empresas se adaptaram para não fechar as portas na pandemia


Sebrae ouviu empreendimentos mineiros dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Diante da pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas que têm comércio tiveram que se adaptar à nova realidade do mercado. Tem gente se reinventando, para não ficar no prejuízo.
Para driblar as restrições impostas pela pandemia, a empresária Fernanda Pacheco teve que investir no delivery. Só que o faturamento não vinha sendo suficiente: servia até 40 refeições por dia, e com o serviço de entrega, bem menos: de três a quatro.
Empresária Fernanda Pacheco: além de refeições, bolos e roscas
Reprodução / TV Globo Minas
“Quando ocorreu o fechamento, os pedidos aumentaram um pouco, mas não foi suficiente para manter as contas”, contou.
O jeito foi aproveitar a cozinha para investir em um outro segmento: a confeitaria. Atualmente, o que ajuda a fechar as contas são os biscoitos, as roscas, as cestas de café da manhã e, principalmente, os bolos. São vendidos de 20 a 30 por dia, além de cinco ou seis refeições.
Assim como a Fernanda, muitos pequenos empresários tiveram que se reinventar para continuar trabalhando em meio à pandemia. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Sebrae com 501 empreendimentos mineiros, dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária: 34.5% deles disseram que continuam funcionando, porém tiveram que se adaptar à nova realidade do mercado.
“O que estamos observando com mais frequência são empresas se adaptando, revendo seu modelo de negócio para trabalhar com delivery e comércio na internet. Ou seja, as empresas que não estavam preparadas para isso estão tendo que reestruturar seu negócio, muito rapidamente, porque ela precisa ir ao cliente, ele não está indo às empresas”, destacou Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae MG.
Foi o caso do empresário Alexandre Santos Duarte, que é dono de uma empresa especializada em segurança eletrônica. Oferecer formas de atendimento online foi essencial para a manutenção do negócio dele.
“A gente tá trabalhando com aplicativo também. O cliente bate foto, manda pra gente, e a gente envia o orçamento pelo whatsapp”.
Ele acredita que muitas adaptações são mais do que estratégias de sobrevivência.
“As medidas de segurança, os canais online, o home office que alguns profissionais vão adotar… são medidas que vieram para ficar”

By Negócio em Alta