Pampa inspira futuro biólogo a registrar a diversidade do bioma


Filipe Idalgo começou recentemente a praticar fotografia de natureza; Estudante possui uma página para a divulgação das espécies. No Brasil, o arapaçu-platino está presente somente no Rio Grande do Sul e é ameaçado de extinção.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
Você sabia que o Pampa é o único bioma brasileiro que está presente em somente um estado do nosso país? Ele ocupa grande parte do Rio Grande do Sul, mas avança para a Argentina e para o Uruguai.
Apesar de não ser tão extenso como o Cerrado e a Amazônia, por exemplo, possui uma riquíssima diversidade de espécies de animais e de plantas.
Toda essa variedade inspirou o futuro biólogo Filipe Idalgo, 23, a começar a praticar a fotografia de natureza.
“Na faculdade de ciências biológicas aprendemos que é importante valorizarmos esse bioma e divulgarmos o máximo de informações sobre ele, já que não há tantas pesquisas assim sobre o Pampa. Tirar fotos foi o jeito que eu encontrei de contribuir com esse trabalho”, conta.
Estudante de biologia fotografa a natureza para divulgar a diversidade do Pampa.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
O morador da cidade de Bagé (RS) começou a fotografar em saídas de campo para trabalhos da faculdade, entre o fim de 2017 e o começo de 2018. Mas foi somente este ano que a atividade começou a se intensificar por conta do projeto de conclusão de curso.
“Decidi fazer uma monografia sobre a avifauna da cidade de Aceguá, que fica a cerca de 70 km de onde eu moro. A ideia era fazer inúmeras visitas ao local, mas a pandemia acabou desacelerando os meus planos”, comenta.
Mesmo viajando poucas vezes à cidade, o estudante conseguiu registrar 40 espécies diferentes de aves. “Ainda sou amador no ramo e não utilizo nenhuma artimanha para atrair os animais, por isso fiquei feliz com a diversidade que encontrei”, confessa.
Registro de coruja-buraqueira é o predileto do estudante de biologia Filipe Idalgo.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
Em uma dessas saídas Filipe conseguiu o registro favorito. “Estava dirigindo quando percebi que a coruja-buraqueira pousou em uma inflorescência de gravatá. Sai do carro com todo cuidado do mundo e consegui chegar perto da ave. Depois, voltei outras vezes ao mesmo local e sempre a reencontrava. Eu amo as corujas, são animais fascinantes”, conta.
Filipe, que segue as orientações do Ministério da Saúde, está em casa, mas segue fotografando. “Tiro fotos de todos os bichos que aparecem onde eu moro, mas o que eu mais encontro são as aranhas”.
Aranha-de-prata foi flagrada em Bagé (RS), na casa do estudante Filipe Idalgo.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
Para continuar a contribuir com a divulgação da biodiversidade do Pampa, o estudante de biologia criou uma página nas redes sociais onde divulga os registros com maiores informações das espécies.
“Sempre que faço uma foto recorro aos livros para a identificação dos animais e publico em minha página. Ainda está no começo, mas ideia é aumentar o conteúdo e atrair mais pessoas interessadas nesse bioma que é tão especial”, finaliza Filipe.
Confira outros registros
A maguari (Ciconia maguari) é uma das espécies de cegonha mais difíceis de serem avistadas em ambiente natural por permanecer em campos úmidos e em campos alagado.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
O cardeal, que mede 18 centímetros de comprimento, é muito caçado por conta da sua beleza e do seu canto.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
A tachã pode ser encontrada em toda região Sul brasileira e no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em São Paulo.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal
Entre outros nomes, o anu-branco também é conhecido como rabo-de-palha, alma-de-gato, pipiriguá e cigana.
Filipe Idalgo/Acervo Pessoal

By Negócio em Alta