
Secretário de Saúde diz que salto nos números é um reflexo do comportamento de moradores da capital, que estão descumprindo isolamento social. Total de casos confirmados de coronavírus chega a 78 em Palmas
João Guilherme Lobasz/G1
Mais 12 casos da Covid-19 foram confirmados em Palmas, segundo boletim divulgado na noite deste sábado (2), pela Secretaria Municipal da Saúde. Com isso, o total na capital chega a 78. A maioria dos pacientes diagnosticados tem idade igual ou acima de 30 anos.
São cinco pacientes com idades entre 30 a 39 anos; quatro entre 40 e 49 anos e um entre 50 e 59 anos. Apenas dois casos tem faixa etária entre 20 e 29 anos, conforme as informações.
Ainda segundo o município, nenhum dos 12 novos casos de Covid-19 apresenta quadro de saúde com necessidades de assistência hospitalar. Todos estão em isolamento domiciliar. Um deles tem histórico de viagem, seis tiveram contato com casos positivos de Covid-19 anteriormente registrados e cinco estão sob investigação de possível fonte de infecção.
Dentre o total de casos confirmados, 26 já se recuperaram e estão livres da doença.
Até o momento, a capital registrou duas mortes. As vítimas são a servidora pública Romana Sousa Chaves, de 47 anos, e o caminhoneiro Valdir Conceição Teles, de 52 anos, que morreu no Hospital Geral de Palmas.
Os 12 exames que testaram positivo neste sábado foram feitos em laboratórios da rede privada e no Laboratório Municipal, que realizou desde o dia 16 de abril, 82 análises.
Para a prefeitura, o salto no número de casos é um indicativo de que há na capital a transmissão comunitária do coronavírus. O secretário municipal de Saúde, Daniel Borini, diz também que o aumento é um reflexo da mudança no comportamento da população.
“A adoção de medidas de isolamento atrasou a dispersão da doença mas, infelizmente, nos últimos 15 dias temos visto um afrouxamento das medidas de distanciamento social e relaxamento dos cuidados com a higiene. Vemos agora o reflexo disso com o crescimento de casos positivos”, disse.
A recomendação continua sendo a de permanecer em casa. “Temos trabalhado muito para que aqueles que venham a precisar de atendimento o recebam com dignidade. Nossos esforços, no entanto, precisam ser acompanhados pela população. O pedido para, quem puder, ficar em casa não é apenas um jargão novo, é de grande ajuda no enfrentamento dessa doença”, argumento Borini.
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