
Gigante tem usado dados de smartphones para verificar redução da movimentação em diferentes localidades no país. Terceiro levantamento aponta resultado com maior movimentação do que análises anteriores. Movimento na Orla da Barra da Tijuca, no RJ, na tarde de terça-feira, 28 de abril.
Marcos Serra Lima/G1
O Google publicou nesta segunda-feira (4) uma atualização no relatório de movimentação de pessoas no Brasil durante a pandemia do coronavírus.
O estudo mostra como a Covid-19 está afetando a movimentação de pessoas em mais de 130 países, e relata alta nas idas a parques, serviços no comércio, locais de trabalho e estações de metrô e ônibus.
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Os dados nos relatórios são de celulares Android com recurso “Histórico de localização” ativado. A empresa disse que adotou medidas para garantir que nenhum indivíduo pudesse ser identificado através dos levantamentos.
A análise apresenta a queda da movimentação dos aparelhos durante o período de isolamento, em comparação com dados do início do ano, quando ainda não havia a recomendação de isolamento por parte de autoridades e especialistas em saúde.
Em relação ao últimos levantamentos, feitos em 29 de março e em 10 de abril, houve aumento na movimentação nas 5 categorias pesquisadas.
Veja alguns dos novos dados da pesquisa:
Recreação e varejo (cafés, restaurantes e museus, por exemplo): tiveram redução de 71% na primeira análise, passou para 67%, e agora a redução é de 65%;
Parques (inclui também praias): tiveram redução de 70% na primeira análise, que caiu para 66% e agora é 61%;
Mercearias e farmácias: tiveram redução de 35% no primeiro levantamento, passou para 24%, e agora a redução é de 22%;
Estações de transporte público: tiveram redução inicial de 62% em março, depois de 57% e a agora têm redução de 54%;
Locais de trabalho: tiveram redução inicial de 34%, depois foi para 30% e agora 23% de redução.
O aumento no movimento nas ruas acontece quando o Brasil continua com aceleração no ritmo de registro de novos casos de coronavírus. O país já passou os 100 mil casos confirmados até esta segunda-feira (4).
A categoria “Residências” da análise do Google havia apresentado inicialmente um maior número de pessoas em casa. Em março, houve aumento de 17% nessa categoria. Na última análise, esse indicador caiu para 14%, indicando que diminuiu também a permanência em casa durante o período.
Movimentação nos trens durante a quarentena em São Paulo na segunda feira, 20 de abril
WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Google também está trabalhando em uma tecnologia, junto da Apple, para entregar uma maneira a governos de conseguir informar cidadãos que tiveram contato com alguém infectado pelo vírus.
Tecnologia de Apple e Google contra o coronavírus: o que se sabe até agora
Acesso para todos
As informações dos diferentes países analisados podem ser acessadas publicamente.
O Google informou que publicou os relatórios para evitar qualquer confusão sobre os dados que fornece a autoridades, diante do debate global que surgiu sobre o equilíbrio entre proteção à privacidade e a necessidade de evitar a disseminação do vírus.
“Esses relatórios foram desenvolvidos para ajudar a cumprir nossos rigorosos protocolos e políticas de privacidade”, escreveram Karen DeSalvo, vice-presidente de saúde do Google Health e Jen Fitzpatrick, vice-presidente sênior do Google Geo, em comunicado.
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