Moradores do Tapanã protestam contra abertura de covas para enterro de mortos por Covid-19 na área


Prefeitura de Belém comprou área de cemitério particular para poder enterrar mortos pela pandemia. população do Tapanã teme que haja contaminação do lençol freático. No bairro do Tapanã, em Belém, moradores fizeram um protesto nesta quinta-feira (7), contra a abertura de covas em um cemitério particular, que fica na região. A abertura de covas ocorreu por ordem da Prefeitura de Belém, diante do colapso do sistema funerário com o acentuado aumento de mortes por Covid-19.
Prefeitura abre covas em cemitério particular para enterrar pessoas que tiveram a Covid-19.
Reprodução
Por falta de vagas no cemitério público do Tapanã, a Prefeitura de Belém comprou parte do terreno dessa área particular para fazer os enterros e a comunidade tem medo de contaminação.
Prefeitura abre covas em cemitério particular para enterro de pessoas que tiveram a Covid-19
Enterros de pessoas que tiveram Covid-19 preocupam moradores do Tapanã, em Belém
Segundo moradores, quem vive no entorno teme que o enterro de pessoas que tiveram a Covid-19 possa poluir o lençol freático e contaminar poços artesianos na área.
“Dentro de dois dias, foram uns 34 corpos, aí a gente fica preocupado, né? Porque são enterrados ‘tudo’ aqui. Aí a gente bebe água do poço artesiano, entendeu? A gente tem crianças, o que é um grande risco, né?”.
Em nota, a prefeitura informou que o cemitério Parque Nazaré, no bairro do Tapanã, já funcionava com o devido licenciamento ambiental, e é considerado ambientalmente dentro dos padrões, sem oferecer riscos para a população local.

By Negócio em Alta