Mogi das Cruzes equipa ambulância especialmente para transporte de pacientes graves com o novo coronavírus

Cure adaptou veículo normal em ambulância de terapia intensiva. Ambulância é usada para levar pacientes com Covid-19 em Mogi das Cruzes
A Prefeitura de Mogi das Cruzes reservou uma ambulância para o transporte de pessoas em estado grave que testaram positivo para a Covid-19.
A Central de Urgências, Remoções e Emergência (Cure) de Mogi das Cruzes equipou a ambulância exclusivamente para esse tipo de transporte. “Houve a necessidade por conta desse subsistema que foi criado em Mogi. E a Cure faz remoção de casos ambulatoriais, casos simples. Porém, quem faria dos casos graves seriam as ambulâncias que vem totalmente aparelhadas que chamamos de SAB que é do Cresamu. O Cresamu é o consórcio que cobre toda a região. E resolvemos aparelhar uma ambulância nossa, da Cure, já que a gente tem o número suficientemente necessário para fazer o transporte do munícipe que precisa de um caso de deslocamento entre cidade e que não é grave. Resolvemos transformar uma ambulância normal em uma ambulância de terapia intensiva para que a gente pudesse transportar dentro do município de Mogi das Cruzes de um hospital ao outro aquele paciente que se apresentasse grave”, explica o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel.
De acordo com o secretário, a ambulância traz além de agilidade no transporte, segurança ao paciente.
“Essa ambulância é destinada apenas a pacientes com o novo coronavírus. São pacientes já contaminados e é feita desinfecção da ambulância a cada movimento dela. Precisa ter esse intercâmbio entre os serviços. O Hospital Municipal está destinado apenas ao novo coronavírus. O Hospital Luzia de Pinho Melo tem uma ala para corona, mas tem uma ala destinada a outras patologias que continuam acontecendo. As vezes UTI fica lotada e a gente precisa deslocar um paciente de lá para cá para desafogar o serviço.”
Henrique Naufel informou que Mogi das Cruzes ainda aguarda os respiradores prometidos pelo governo do Estado. “Acabamos de sair de reunião do comitê gestor. Tanto o Luzia e o Municipal ainda estão trabalhando em um limite confortável. Mas infelizmente o número de casos tem aumentado e o número de leitos que nos resta de UTI tá girando em torno de 23, que para Mogi com 450 mil habitantes é pouco. Fizemos reunião para ver se tem algo mais a ser feito. Se podemos resgatar ventilador de algum lugar. Porque os ventiladores que teriam de vir do Estado para nós ainda não vieram. E nos preocupa a gente está trabalhando muito para ter esse jogo rápido entre os serviços. Pegar ventilador emprestado dos serviços que não estão utilizando para aumentar os leitos de UTI e torcendo que os ventiladores que pedimos ao Estado já há um mês e meio atrás cheguem”, concluiu Naufel.
Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde informou que ainda não tem informações sobre a chegada de novos respiradores na região e nem o número de possíveis novos equipamentos. Quando houver a confirmação da entrega para o Alto Tietê, a Secretaria informou que vai divulgar previamente

By Negócio em Alta