Ministro da Saúde diz que país vai ter que aumentar os cuidados no combate ao coronavírus

Como os números da Covid-19 não estão caindo, medidas serão endurecidas. Entre as estratégias de governo está a ampliação de testes na população. Ministro da Saúde diz que país vai ter que aumentar os cuidados no combate ao coronavírus
O Ministério da Saúde disse. nesta quarta-feira (6), que, como os números do coronavírus não estão caindo, o Brasil vai ter que aumentar os cuidados. Entre as estratégias do governo está a ampliação dos testes na população.
O plano é testar, além dos casos graves, os mais leves e também quem já teve sintomas, e, assim, chegar a 22% da população, o que, segundo o ministério, vai permitir saber como o vírus se comporta no país. Mas o secretário de Vigilância em Saúde, que apresentou o projeto, admitiu que o Brasil ainda enfrenta dificuldades para comprar todos os 46 milhões de testes que pretende aplicar.
O programa será divido em dois: o Confirma Covid, com testes moleculares, para saber se a pessoa tem o vírus; e o Testa Brasil, com teste rápido que identifica se a pessoa tem anticorpos da doença, ou seja, se já teve contato com o vírus.
Para isso, vai ser preciso ampliar a capacidade de processar os testes. Hoje, são apenas 2.700 por dia. O objetivo é chegar a até 70 mil por dia nos momentos mais críticos da pandemia. Com mais testes, o Ministério da Saúde diz que vai ser possível calcular, com precisão, a taxa de contaminação da população, o percentual de casos assintomáticos e a letalidade da doença no país.
“Todas as cidades com mais de 500 mil habitantes terão unidades de coleta e serão coletadas as amostras de modo rápido. E, entre 24 e 96 horas, nós teremos o resultado da pessoa no celular dela e também no prontuário do médico dela, quando ela assim fizer pelo Sistema Único de saúde”, explicou Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
O ministro da Saúde participou da entrevista. Ele foi questionado sobre as nomeações de cargos-chave no ministério, parte ocupada por militares. Disse que o novo secretário-executivo da pasta, Eduardo Pazuello, que é general, tem liberdade para montar a equipe que achar melhor para conseguir atingir as metas traçadas.
Teich voltou a falar que o ministério já preparou as diretrizes para orientar estados e municípios com as medidas de isolamento. Ele reforçou que, como o país é muito grande, as medidas não devem ser iguais em todo o território, e defendeu que, em certos momentos, o lockdown pode ser a melhor medida para enfrentar a pandemia.
”Ele vai ser importante nos lugares onde a cidade estiver num momento muito difícil, de incidência alta, alta ocupação de leito, número crescente de pacientes chegando nos hospitais, infraestrutura que não conseguiu se adaptar. Aí você vai ter uma situação onde você vai ter que tentar, realmente, deixar as pessoas para tentar protegê-las, entendeu?”, disse Nelson Teich, ministro da Saúde.
Sobre o aumento do número de casos no país, o ministro disse que é preciso reforçar os cuidados: “O número, ele fala por si só – quer dizer, a gente não está tendo uma linha de queda, então a gente vai ter que continuar trabalhando, aumentando e mantendo os cuidados, e regionalizando para poder ter uma abordagem correta para cada lugar”.

By Negócio em Alta