
No município, segundo do interior do Estado com maior incidência da doença, já são 29 profissionais de saúde infectados, segundo a Fundação de Vigilânica em Saúde. Rodolfo dedicou mais de 20 anos da carreira ao município de Parintins.
Reprodução/Rede Amazônica
O médico Rodolfo Walter Garcia Arizmendi, de 73 anos foi o primeiro profissional de saúde a morrer por coronavíru em Parintins,cidade do interior do Amazonas. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde de Parintins, ele faleceu na madrugada desta terça-feira (5), no hospital universitário Getúlio Vargas, em Manaus.
Ainda segundo o órgão, há um total de 29 profissionais de saúde infectados pela doença até o momento, e Parintins é o segundo município no ranking de maior incidência dos casos da doença no interior do Amazonas, com mais de 200 casos confirmados da doença, e 18 mortes.
Até esta terça-feira, o Estado contabiliza mais de 8 mil casos de coronavírus. Do total de pessoas infectadas no Amazonas, mais de 4, 8 mil são de Manaus e mais de 3,5 mil são do interior do estado, com registro de casos em 53 municípios. Manacapuru lidera o ranking, com mais de 600 casos, seguida de Parintins, cidade onde morreu o médico Rodolfo.
Em Manaus, são mais de 1,2 mil profissionais da saúde já contaminados pelo novo coronavírus. Até esta segunda-feira (4), quandos esses dados foram atualizados, já tinham sido registradas 12 mortes de funcionários da rede pública ou privada na capital.
Amigos e colegas de profissão prestaram homenagens por meio de vídeo ao médico, de naturalidade peruana, com mais de 20 anos de serviços dedicados ao município de Parintins. O corpo do doutor Rodolfo será cremado em Manaus e as cinzas serão levadas para Lima, no Peru.
Desde a segunda quinzena de abril, um decreto municipal tornou obrigatório até 30 de junho o uso de máscaras nas ruas e espaços públicos do município, como forma de combater o coronavírus (Covid-19). O uso também é obrigatório para taxistas, mototaxistas, condutores de triciclos ou qualquer tipo de transporte compartilhado. Em caso de descumprimento, sanções administrativas e até mesmo detenções podem ser feitas pela polícia.
O sistema público de saúde do Amazonas opera, atualmente, com quase 100% leitos ocupados, resultando num colapso na saúde. Na capital amazonense, o número de mortes disparou desde o início da pandemia. Até o dia 25 de abril, o número de mortes estava 108% acima da média histórica. O governador Wilson Lima afirmou, no dia 1º deste mês, que o comércio pode ser completamente fechado se os casos no estado não diminuírem até o dia 13.
Lockdown no Amazonas
Diante da curva crescente no número de casos do coronavírus no Amazonas, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) entrou com uma ação na Justiça na noite desta terça-feira (5) para pedir que o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus adotem o “lockdown”, ou seja, o bloqueio total de circulação de pessoas.
A ação pede que a Justiça determine, no prazo de 24h, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, a adoção do “lockdown”, podendo usar as forças de segurança pública e guarda municipal, pelo prazo inicial de 10 dias. O pedido foi encaminhado à 1ª Vara da Fazenda Pública. Caso a recomendação seja acatada, o Amazonas será o terceiro estado do País a adotar a medida, já implementada no Pará e Maranhão.
A Procuradora-Geral de Justiça Leda Mara Albuquerque afirma que o MPE entende o “lockdown” como a única maneira de achatar a curva de contágio da Covid-19 no Estado. “A ascendência dessa curva é visível, é cristalina, é incontestável, estão aí os números de óbitos, de pessoas contaminadas. A cada dia esses números aumentam”, conta.
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Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19
Com informações de Jean Beltrão, da Rede Amazônica*
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