
Criminosos também levaram portas, janelas e bebedouro da Casa do Vovô. Ao todo, prejuízo é estimado em R$ 20 mil, de acordo com o gestor da instituição; ninguém foi preso. Casa do Vovô atende 86 idosos em situação de vulnerabilidade social em Ribeirão Preto
Alex Rodrigues/Acervo pessoal
Ladrões invadiram um asilo no bairro Ipiranga, na zona Norte de Ribeirão Preto (SP), e furtaram portas, janelas, um bebedouro e um desfibrilador, avaliado em R$ 15 mil, na madrugada de terça-feira (28). O prejuízo total da instituição é estimado em R$ 20 mil, de acordo com o gestor da casa, Alex Rodrigues. Até o momento, ninguém foi preso.
Ainda segundo Rodrigues, o crime ocorreu por volta das 3h, quando os ladrões pularam o muro de um anexo da Casa do Vovô, localizado na Rua Japurá, e arrombaram portas e janelas do prédio usado como depósito.
Os suspeitos fugiram com 12 portas, duas janelas, um bebedouro e o desfibrilador, que havia sido doado à instituição. O aparelho seria utilizado em uma enfermaria que o asilo estava montando.
“A gente estava conversando com médicos e, se por acaso algum idoso tivesse parada cardíaca, teria esse recurso dentro da instituição. Vamos ter que adiar esse projeto por conta do furto. A gente vai depender do Samu ou de outro recurso”, lamenta o gestor, que registrou boletim de ocorrência pela internet.
Ladrões invadem asilo e furtam portas, janelas, bebedouro e desfibrilador em Ribeirão Preto
Alex Rodrigues/Acervo pessoal
Prejuízo
A Casa do Vovô atende 86 idosos em situação de vulnerabilidade social. Alguns deles contribuem financeiramente com a instituição, com doação de parte da aposentadoria ou do auxílio que recebem da Assistência Social, mas outros não tem condições de contribuir.
O custo mensal para manter o asilo em funcionamento gira em torno de R$ 260 mil, de acordo com o gestor. Cerca de 80% da renda da instituição parte de doações de moradores e de empresas, além de repasses do governo a partir do imposto de renda ou da Nota Fiscal Paulista.
A pandemia de coronavírus provou queda nas doações. Com isso, o custo mensal para manter o asilo de portas abertas e pagar os cerca de 100 funcionários saltou para R$ 290 mil, de acordo com o gestor.
“A gente quase não está recebendo doações. Alimentos perecíveis, como carne, fruta e legumes, parou a doação. Tinha parceiros que compravam e mandavam para gente, mas, devido à crise, a gente não está recebendo mais. A instituição teve que absorver isso e agora ainda tem esse prejuízo [do furto]”, diz.
Casa do Vovô atende 86 idosos em situação de vulnerabilidade social em Ribeirão Preto
Alex Rodrigues/Acervo pessoal
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