
Argemiro Guajajara, José Matias e Valdemir Tomás Guajajara cometeram o crime no ano de 1999 contra os empresários Jeová Alves Palma e Magno Araújo. Justiça nega pedido de liberdade a índios no Maranhão
A Justiça de Barra do Corda negou o pedido de liberdade aos índios Argemiro Guajajara, José Matias e Valdemir Tomás Guajajara. A defesa deles havia protocolado pedido de cumprimento de pena em regime domiciliar.
Os três estão condenados pelo crime de latrocínio, praticado no ano de 1999, contra os empresários Jeová Alves Palma, de 36 anos, e Magno Araújo, de 30 anos , na aldeia Cabeça da Onça, na reserva indígena Canabrava.
Neste pedido a defesa alegou risco dos indígenas contraírem na cadeia o novo coronavírus (COVID-19). Como não há registro da doença em Barra do Corda o pedido não foi aceito.
O crime
Segundo a polícia, o crime aconteceu por volta das 10 horas da manhã. Os comerciantes Jeová Alves Palma, de 36 anos, e Magno Araújo, de 30 anos, voltavam para casa após o trabalho. Eles viram um corpo estendido à beira da estrada, pararam o carro e foram atacados por um grupo de índios armados.
Após serem mortos, Jeová Alves ainda chegou a ser degolado com facão, enquanto o corpo de Magno Araújo foi arrastado por mais de 200 metros no asfalto.
Os comerciantes Jeová Alves (à esquerda) e Magno Araújo (à direita) foram mortos por índios com tiros e golpes de facão na BR-226.
Reprodução/TV Mirante
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