
Familiares da vítima relataram à polícia que relacionamento do casal era marcado por discussões. Crime ocorreu em Manaus. Mulher foi passar fim de semana na casa do namorado e foi assassinada.
Rebeca Beatriz/G1 AM
Uma semana antes de ser morta, a jovem de 20 anos, vítima de feminicídio em Manaus, chegou a terminar o relacionamento com o principal suspeito do crime, o namorado de 19 anos, segundo informou a Polícia Civil. O caso aconteceu no sábado (17) dentro de um apartamento no conjunto residencial Viver Melhor. A vítima foi assassinada com mais de dez facadas.
De acordo com a delegada Marília Campello, titular do Núcleo de Feminicídio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a tia do suspeito foi quem chegou em casa e se deparou com a cena: a jovem morta sentada no sofá com muito sangue e o sobrinho jogado ao chão.
A delegada informou que na cena do crime havia pedaços de garrafa de vidro no local. A polícia acredita que houve uma discussão entre o casal antes da jovem ser morta. Segundo Marília, o relacionamento era marcado por brigas.
“O que colhemos no local nos leva mais uma vez aquele lugar de sempre: relacionamento extremamente violento com muito ciúme, que já não dava certo e não tinha como se sustentar”, contou.
Ainda de acordo com a delegada, a vítima e o suspeito eram apenas namorados. O relacionamento tinha cerca de um ano. Aos finais de semana, a jovem ia para a casa do suspeito.
“No final de semana anterior, a esse final fatal, ela [vítima] terminou esse relacionamento, mas como todo relacionamento conturbado, cheio de ciúme, o casal continuou conversando e ela aceitou ir para a casa, mas acabou tendo sua vida ceifada de uma forma trágica”, disse.
Para a delegada, a família do suspeito alega que ele possui problemas mentais. No entanto, não há laudos no inquérito que comprovem a situação.
O suspeito, que também ficou ferido, está internado no Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo. A delegada informou que o estado de saúde dele é grave. Ele foi atuado pelo crime e está na unidade hospitalar sob custódia da Polícia Militar.
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