Hospital universitário de Belém terá explicar falhas no atendimento de pacientes com fibrose cística


Justiça já havia determinado regularização do abastecimento dos medicamentos, já que os pacientes integram o grupo de risco da Covid-19. Hospital Barros Barreto, em Belém
Elielson Modesto / O Liberal
A Justiça Federal no Pará deu 48 horas para o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém, explicar porque como funciona a distribuição de medicamentos e atendimentos para pessoas com fibrose cística. A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público Federal (MPF) e divulgada nesta segunda-feira (5). O G1 pediu o posicionamento do hospital e aguarda resposta.
Em decisão publicada em março deste ano, a Justiça já havia determinado que o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde Pública do Pará (Sespa) regularizassem o abastecimento dos medicamentos, tendo em vista que os pacientes integram o grupo de risco da Covid-19. O hospital universitário é referência estadual no tratamento da doença.
A juíza federal Hind Ghassan Kayath, que assina a decisão do dia 27 de abril, também requisitou informações ao diretor da unidade hospitalar sobre a supostas suspensão de atendimento das emergências aos pacientes com fibrose cística.
De acordo com o MPF a ação contra os problemas no atendimento aos pacientes foi ajuizada em 2013. A sentença favorável foi publicada apenas em 2017. Ainda segundo o MPF, outra decisão de março deste ano tem obrigado o cumprimento das determinações, mas a sentença segue sendo descumprida, como apontou ofício encaminhado ao MPF pela Sespa, que informou a falta de pelo menos cinco medicamentos essenciais para o tratamento, com a justificativa de que parte dessas substâncias precisam ser importadas, o que depende de trâmites especiais.

By Negócio em Alta