
Autor dos vídeos é Antônio Carlos Bronzeri, que também organizou um protesto contra Alexandre de Moraes. Ele é obrigado a manter distância de 200 metros do ministro do STF. Imagem aérea mostra covas abertas no cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste de SP
Andre Penner/AP
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) retirou do ar nesta sexta-feira (8) vídeos que difundiam a falsa informação de que a pandemia da Covid-19 não existe.
Os vídeos foram retirados do Youtube pelo Google, a quem pertence a plataforma, depois de a empresa ter sido contatada pelo CyberGaeco, grupo especial de investigação sobre crimes virtuais do MP-SP.
O grupo também identificou nos vídeos ataques às medidas de contenção ao coronavírus decretadas pelas autoridades sanitárias, como o isolamento social.
O autor dos vídeos é Antônio Carlos Bronzeri, que também organizou um protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na frente da casa do magistrado na cidade de São Paulo.
O ministro havia determinado a abertura de um inquérito para apurar a organização de atos contra a democracia no país, e suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro, para chefiar a Polícia Federal.
No ato em frente a casa de Moraes, o engenheiro Antônio Carlos Bronzeri, de 64 anos, e um autônomo, de 58 anos, foram presos em flagrante por difamação, injúria, ameaça e perturbação sossego alheio e, após pagarem fiança, foram colocados em liberdade. Um empresário, de 35 anos, foi autuado por perturbação de sossego e, após registro do termo circunstanciado, foi liberado.
A Justiça de São Paulo proibiu que os responsáveis pelo protesto tentem qualquer contato com o ministro Alexandre de Moraes, pessoal ou indireto, por qualquer meio de comunicação, devendo manter distância mínima de 200 metros.
Bolsonaristas protestam em frente ao prédio do ministro do STF Alexandre de Moraes em São Paulo
Reprodução/Redes sociais
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