Familiares de paranaenses que morreram com Covid-19 relatam sofrimento da perda pela doença: ‘Não pude me despedir’


Pessoas que perderam parentes por complicações do novo coronavírus destacam a importância dos cuidados para evitar novos casos. Familiares de pessoas que morreram com coronavírus falam sobre a dor da perda
Familiares de pessoas que morreram por causa do novo coronavírus no Paraná relatam o sofrimento de perder uma pessoa amada por causa da doença.
Nesta quarta-feira (6), o estado chegou a 101 mortes pela Covid-19, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O número de casos é de 1.627.
Elzo Ravanelli Neto é filho de um dos pacientes que morreu pela doença. Elzo Ravanelli Filho tinha 59 anos e trabalhava no laboratório do Hospital Universitário de Londrina, no norte do estado.
“Esse vírus é devastador. Ele é triste, porque eu não pude abraçar minha mãe. Eu não pude me despedir do meu pai. É difícil”, disse Ravanelli.
Em Curitiba, Altair José da Costa lamenta a morte da esposa Valdirene, que tinha 39 anos e era técnica de enfermagem. Valdirene trabalhava em um hospital da capital.
“É difícil a perda que a gente teve, é uma perda precoce. Ela tinha 39 anos, muito tempo pela frente, muitos sonhos. Então, a gente fica sem saber o que dizer”, afirmou o marido.
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Para José Francisco Oliveira da Silva a dor também é profunda. Ele perdeu a esposa Rosângela, que tinha 54 anos e era cuidadora de idosos. Ela morava em Maringá e foi a primeira pessoa a morrer pela Covid-19 no estado.
“Tem sido barra, tem sido muito difícil mesmo, porque é o dia-a-dia da gente como ser humano. Ser acostumado com uma pessoa, há 36 anos, acostumado com o jeito dela, e ela acostumada com seu jeito também”, afirmou Silva.
Familiares de paranaenses que morreram com Covid-19 relatam sofrimento da perda pela doença
Reprodução/RPC
A moradora de Londrina Amanda Lima perdeu a mãe, Regina por complicações da doença. Ela tinha 56 anos e trabalhava na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
“Uma tragédia se abateu sobre a minha família e levou a minha mãe. Para algumas pessoas que acham que é apenas uma ‘gripezinha’, que é uma invenção, que é exagero: não é exagero. Eu perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida”, disse.
Para a família do motorista Valmor Ferreira, que morreu com 55 anos, em Foz do Iguaçu, também restou a saudade. O irmão dele, Valdemar Ferreira, comentou que os parentes tentam se recuperar da perda.
“Era uma pessoa muito divertida, que trazia muita alegria onde estava. Enquanto não acontece um um ente querido da gente, a gente parece não acreditar”, afirmou.
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By Negócio em Alta