
Segundo os dados, 50% da população alagoana vive com R$ 677 por mês. Segundo a PNAD, 1% da população que ganha mais teve um rendimento médio mensal de R$ 14.883 em Alagoas, correspondendo a quase 22 vezes o dos 50% da população que ganha menos (R$ 677).
Jonathan Lins/G1
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua) revelam que, em 2019, 1% da população que ganha mais teve um rendimento médio mensal de R$ 14.883 em Alagoas, correspondendo a quase 22 vezes o dos 50% da população que ganha menos (R$ 677).
O resultado da pesquisa foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (6).
Segundo a PNAD, o resultado de Alagoas para essa relação foi o melhor entre os estados do Nordeste. A média regional ficou em 35,7 vezes, e o Ceará atingiu a marca de 42,7 vezes. No Brasil, o resultado foi de 33,7.
A Pnad Contínua investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes não oriundas do trabalho das pessoas residentes no Brasil.
Homens x mulheres
A pesquisa revelou ainda que os homens ganham 13% a mais que as mulheres. Enquanto eles ganharam R$ 1.563 para todos os trabalhos, as mulheres ganham R$ 1.382. No Brasil, a diferença chegou a quase 30%.
Cerca de um milhão de pessoas com idade para trabalhar estavam ocupadas em Alagoas no ano passado. Desse total, os homens correspondiam a 59,9% e as mulheres, 40,1%.
Raça
Os dados revelam ainda que os brancos recebem 40% a mais que pardos. Os brancos representaram 25,6% da população ocupada, enquanto os pardos eram 66,7% e os pretos, 6,5%. Contudo, o rendimento médio mensal das pessoas brancas (R$ 1.872) foi 40% maior que o dos pardos (R$ 1.330) e 10,1% maior que o das pessoas pretas (R$ 1.699).
Escolaridade
Os dados revelaram que o Nível superior assegura um rendimento quatro vezes maior. Quanto maior o grau de escolaridade, maior é o rendimento.
Em Alagoas, o rendimento médio mensal das pessoas que não possuíam instrução foi de R$ 846 no ano passado, valor abaixo do salário mínimo (R$ 998 na ocasião). Já os trabalhadores com ensino superior completo ganharam R$ 3.354, quase quatro vezes mais.
A diferença também foi grande em relação aos que tinham ensino superior incompleto ou equivalente (R$ 1.686), sendo quase duas vezes maior.
O percentual dos trabalhadores com ensino superior na população ocupada representava 10,1% em 2012 e passou para 16,1% em 2019.
A pesquisa apontou ainda que houve redução dos trabalhadores sem instrução (8,6% para 5%) e do ensino fundamental incompleto ou equivalente (35,7% para 31,5%).
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