Denúncia de falta de remédio para pacientes com coronavírus provoca vistoria no Hospital Ronaldo Gazolla

De acordo com funcionários, seis pacientes morreram na unidade por falta de remédios sedativos. Representante do Gabinete de Crise da prefeitura admitiu transferência de remédios do Gazolla para hospital de campanha do Riocentro. Fiscais do Conselho de Farmácia do Rio de Janeiro fizeram uma vistoria no hospital de referência no tratamento de pacientes com coronavírus, o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, Zona Norte do Rio, após denúncias de falta de remédios de sedação que teriam levado seis pessoas à morte na unidade.
Nesta terça-feira (4), o RJ1 teve acesso ao prontuário de um destes pacientes. O documento mostra a conduta prescrita pelos médicos e a recomendação: iniciar alfentanil. Ao lado, há a indicação “sem fentanil neste hospital.
Alexandre Campos, representante do Gabinete de Crise da Prefeitura do Rio, afirma que o hospital tinha em estoque outros remédios para substituir os sedativos. Segundo médicos intensivistas, a substituição de medicamentos em uma CTI pode prejudicar o paciente.
Alexandre também admitiu que medicamentos foram retirados do Hospital Ronaldo Gazolla ao longo da semana passada e levados para o hospital de campanha do Riocentro.
A Defensoria Pública do Estado do RJ deu 24 horas para a prefeitura informar a quantidade de medicamentos e respiradores emprestados do Gazolla para a abertura do hospital de campanha e quais medidas foram adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde para regularizar o estoque dos remédios.
A Defensoria também requisitou a cópia da avaliação e do livro de óbitos dos últimos 15 dias.
O Sindicato dos Médicos disse que já está ouvindo técnicos, enfermeiros e médicos que estavam de plantão e vai entrar com uma ação contra o município. O sindicato também vai pedir uma investigação no Ministério Público do RJ.

By Negócio em Alta