
Série de reportagens vai mostrar profissionais fundamentais no enfrentamento da pandemia. Quarta reportagem mostra trabalho de caixa na rotina contra a Covid-19. De Plantão: operadora de caixa relata rotina em supermercado
O isolamento social colocou milhares de pessoas em casa e colocou na linha de frente, circulando nas ruas, apenas os profissionais essenciais.
O G1 e o Jornal Vanguarda prepararam uma série que mostra a rotina de profissionais anônimos que são fundamentais no enfrentamento contra o coronavírus.
Agente de endemias percorre hospitais e postos de saúde para eliminar coronavírus
Diante do coronavírus, Policial Militar enfrenta ‘risco duplo’ nas ruas
Coveiro relata como rotina de despedidas foi alterada pelo coronavírus
Tainá trabalha há dois meses como operadora de caixa de supermercado
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
Caixa
Tainá Nogueira é operadora de caixa de supermercado. Ela fala com orgulho sobre a importância da profissão neste momento de pandemia. Mas admite trabalhar com receio da contaminação. No mercado que trabalha, ela interage com cerca de 170 pessoas por dia.
Tainá é operadora de caixa de supermercado
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
“Existe apreensão, sim, mas eu me cuido e tomo toda precaução. Cuido de mim e do nosso cliente da melhor forma possível”, contou.
Ela está há dois meses neste emprego. Antes trabalhava em escritório e sem contato com o público. Agora precisa tomar uma série de medidas de precaução para o contato com colegas de trabalho e clientes. Além de higienização, também toma um cuidado especial com o transporte público.
“Antes eu ia de ônibus ao trabalho. Agora estou indo a pé para evitar contato com outras pessoas (…) Quando chego em casa já levo a roupa para lavar. É preciso ter todo cuidado”, explicou.
A família de Tainá mora no interior de Minas Gerais. De longe, os pais estão preocupados com as notícias sobre a Covid-19 no estado de São Paulo. Ela tranquiliza a família explicando que está tomando todos os cuidados recomendados. De perto, nem mesmo o contato com a família do namorado não é mais possível e o namoro agora, é só por telefone.
Tainá tem contato com cerca de 170 pessoas por dia no supermercado
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
“Como a família do meu namorado se tornou a minha família aqui, então é muito desagradável. Deixa de ter conversas. É uma situação bem chata”.
Otimista de que logo tudo isso vai passar, Tainá fala com orgulho sobre a profissão:
“Meu trabalho é um serviço essencial, então a sensação que tenho de ter que estar aqui é muito boa. Penso ‘poxa, quantas pessoas em casa, mas o meu serviço é necessário’. Isso de fato é bem motivador para mim. Tem muita gente que está precisando do que faço hoje. Tento tirar essa tristeza, e troco pela motivação. De estar num lugar que as pessoas precisam muito do meu atendimento, do meu serviço”, destacou.
Tainá tem emprego essencial neste momento de coronavírus
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
Tainá no atendimento aos clientes no supermercado
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
Tainá durante trabalho no supermercado
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
Tainá trocou o transporte público pela caminhada
Wilson Araújo/ TV Vanguarda
Sem categoria
