
Filha de Elenilce Antônia da Silva Morais, de 51 anos, que também se recuperou da doença, comemora superação: ‘Ainda há vida’. Paciente recebe alta da UTI após se curar da Covid-19
Após 16 dias internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Helena, em Goiânia, a autônoma Elenilce Antônia da Silva Morais, de 51 anos, se curou da Covid-19. Na última sexta-feira (15), após mais de duas semanas completamente sedada e entubada, Elenilce recebeu alta da UTI e ficou emocionada com a recepção da equipe do hospital e parentes (veja vídeo acima).
A filha de Elenilce e técnica em enfermagem, Danielly Cristiny Morais, de 31, conta que gravou o vídeo para enviar uma mensagem de esperança durante a pandemia do novo coronavírus.
“Queria que mostrasse a cura da minha mãe. Em meio à tanta notícia ruim de morte pelo vírus, vale a pena a gente mostrar as pessoas que se curaram, mostrar que ainda há vida”, afirma.
A família de Elenilce comemora a superação da autônoma, já que o caso dela era considerado gravíssimo, segundo Danielly.
“O estado dela era tão grave que os médicos chegaram até a nos preparar, colocaram um psicólogo para conversar com a gente. O boletim médico era cada dia pior”, conta.
Elenilce Morais, curada da Covid-19, se recupera dos efeitos colaterais da doença em hospital de Goiânia, Goiás
Danielly Cristiny/Arquivo pessoal
Danielly Cristiny também foi diagnosticada com a Covid-19 após ter uma parada respiratória. Ela ficou internada por 11 dias no Hospital das Clínicas, na capital, e também já se recuperou da doença. Agora, ela está como acompanhante da mãe, que se recupera dos efeitos colaterais do coronavírus no quarto do Hospital Santa Helena.
“Ela ainda não tem previsão de alta, está muito debilitada, perdeu 12 kg. Ela precisa fazer fisioterapia, recuperar os movimentos, a massa muscular. Também está muito anêmica, mas isso vai melhorando com o tempo”, diz.
Para a técnica em enfermagem, o pior já passou. “Com certeza já passou. Ao sair da UTI, ela já foi logo perguntando do netinho, meu filho Bernardo, de 3 anos, único neto e o xodó da vida dela”, conta.
Três infectadas na família
Segundo Danielly, uma tia dela foi a primeira infectada com coronavírus na família. Ela passou por uma cirurgia no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde permaneceu internada por 19 dias. Nesse período, de acordo com a técnica em enfermagem, um dos pacientes da ala dela foi diagnosticado com a Covid-19. A tia dela chegou a receber alta, mas, sete dias depois, apresentou febre e tosse, foi diagnosticada com a doença e internada no Hospital das Clínicas.
“Por eu ser técnica em enfermagem, minha tia foi se recuperar da cirurgia na minha casa, para eu fazer os curativos e cuidar dela. Alguns dias depois de ela ser diagnosticada com a Covid, minha mãe começou a apresentar sintomas gripais. No início, como as plaquetas dela estavam muitos baixas, um médico chegou a suspeitar de dengue. Mas ela foi piorando, piorando, e descobriram que era o coronavírus”, conta.
Como Danielly também foi diagnostica com a Covid-19, o marido, o filho e o pai dela também foram testados, mas os resultados foram negativos.
“Minha tia já se curou do vírus também, os últimos resultados dela já deram negativo, mas ela ainda está na UTI, porque desenvolveu outras enfermidades”, relata.
Elenilce Morais recebe alta da UTI após se curar da Covid-19, em Goiânia, Goiás
Danielly Cristiny/Arquivo pessoal
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