Estado tem 1.588 casos e 33 pessoas mortas pelo novo coronavírus. A Covid-19 está apresentando uma média diária de 15% de crescimento no estado, desde 1º de maio, segundo levantamentos feitos pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O número é quase três vezes maior que a média nacional, 6,6%.
O primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado no dia 14 de março, em Aracaju. Já no dia 2 de abril, foram registradas as duas primeiras mortes, ambas também na capital. Atualmente, os casos são quase 1.600 e os óbitos, 33.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população sergipana estimada em 2019 era de mais de 2,2 milhões. Até o momento, cerca de 5.500 pessoas foram testadas. Para o professor do Departamento de Educação em Saúde e chefe do Laboratório de Patologia Investigativa da UFS, Paulo Ricardo Martins Filho, a testagem não é suficiente para dar a real dimensão da pandemia no estado, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Apesar disso, Sergipe apresenta em termos proporcionais uma taxa de testagem superior à média nacional.
Acompanhe semana a semana:
Segundo o professor, a perspectiva é que o número de casos dobre nas próximas semanas. “O cenário atual não é animador. Nós esperamos que entre 3.000 e 4.000 casos de Covid-19 sejam reportados em Sergipe até a metade deste mês. Com a adoção de medidas mais rígidas de controle da disseminação do vírus, a tendência é que a curva comece a descender a partir deste período. De qualquer forma, será preciso fazer a ampliação de leitos, especialmente dos leitos de UTI, ao longo do mês de maio como temos indicado em nossos trabalhos”, disse. Um estudo da UFS mostrou que 10% dos leitos exclusivos para pessoas com a doença devem estar ocupados até o dia 13 de maio. A Secretaria de Saúde informou que nessa segunda-feira, Estância, que é a terceira cidade com mais casos no estado, vai receber 12 leitos de UTI.
Governo de Sergipe prorroga para 18 de maio medidas de distanciamento social
Veja quais estabelecimentos podem ou não funcionar em Sergipe durante a pandemia
Martins Filho fez uma análise do comportamento da população sergipana durante o isolamento:
“O que temos visto na prática em Sergipe é o que se conhece como distanciamento social ampliado, em que medidas são adotadas para se evitar aglomerações de pessoas e serviços essenciais são mantidos. O problema é que esta estratégia pode não ser suficiente para frear a transmissão do vírus porque depende muito da conscientização e adesão das pessoas. É razoável pensar que pessoas infectadas, assintomáticas, estejam circulando sem os maiores cuidados e isso é preocupante”
Índice de isolamento social está abaixo da meta em Sergipe
Ele também fez um alerta quanto à superlotação das unidades de saúde em função do baixo isolamento. “Imaginemos se cerca de 15% da população ficasse doente em um curto espaço de tempo pelo mesmo problema de saúde, necessitasse da mesma assistência e ainda por um determinado período. Nenhum sistema de saúde está preparado para uma situação como esta e ele fatalmente entrará em colapso. É por isso que as medidas de controle de transmissão da doença e a conscientização das pessoas é importante. Aqui em Sergipe, serão necessárias medidas mais restritivas”, reforçou.
Initial plugin text
Sem categoria
