Cozinheiro de Aparecida de Goiânia faz marmitas para doar a famílias carentes durante a pandemia


Júlio Sérgio já entregou, com a ajuda de voluntários, cerca de 3 mil quentinhas. Além de fazer a comida, ele arrecada roupas e alimentos e repassa a quem precisa. Cozinheiro de Aparecida de Goiânia faz marmitas e doa para famílias carentes durante pandemia
Júlio Sérgio/Arquivo pessoal
Desde o início da quarentena por conta da pandemia de coronavírus, um cozinheiro de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, decidiu doar marmitas para pessoas carentes. Júlio Sérgio Dias, de 52 anos, conta que teve de suspender as atividades do bufê por causa das medidas de isolamento social. Foi quando teve a ideia de usar os produtos que tinha para ajudar o próximo.
“Há mais de 30 anos faço doações de cestas básicas e roupas para quem precisa e nesse momento de crise não poderia ser diferente. Enquanto eu tiver condições de ajudar, continuarei ajudando”, disse.
Para fazer as marmitas, o cozinheiro conta com a ajuda de outras três pessoas. Eles cozinham, embalam e controlam as doações.
Na tampa de cada marmita há uma mensagem pedindo orações para profissionais de saúde e voluntários. “Acho que nesse momento precisamos valorizar as pessoas que lutam por nós, que são as pessoas que trabalham na área da saúde, por isso escrevemos essa mensagem na embalagem”, afirma o cozinheiro.
Cozinheiro de Aparecida de Goiânia faz marmitas e doa para famílias carentes durante pandemia
Júlio Sérgio/Arquivo pessoal
Até quinta-feira (30), eles já tinham doado cerca de 3 mil marmitas para moradores do Parque das Nações e região.
A fome é, com certeza, uma das coisas mais tristes que existe no mundo. Por isso, me sinto muito feliz quando consigo ajudar as pessoas. Dá um trabalho danado, mas quando vejo todas essas comidas prontas e sendo entregues, o cansaço não é nada perto da felicidade que sinto em poder ajudar”, afirma.
Júlio conta que só está sendo possível ajudar tanta gente porque tem recebido doações de amigos e vizinhos que contribuem com dinheiro e alimentos.
“Cada um ajuda um pouquinho porque, para fazer essa quantidade de comida, acabamos gastando muito. Ainda tem as embalagens, que não são baratas. Então, eu também abro minha casa para receber doações que em seguida são transformadas em doações também”, explicou.
Além de receber os donativos na própria casa, Júlio afirma que os voluntários podem entrar em contato por meio do perfil dele em uma rede social.
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By Negócio em Alta