Coronavírus: Profissionais de serviços não essenciais buscam alternativas para manter renda em Ribeirão Preto


Lojas, salões e outros serviços estão fechados para quarentena. Crise causada pela pandemia atingiu também os funcionários com carteira assinada, com redução de salário ou suspensão de contratos. Com as lojas, salões e outros estabelecimentos fechados durante a quarentena, os profissionais autônomos de serviços não essenciais buscam alternativas para conseguirem manter a renda e pagar as contas durante a pandemia do novo coronavírus em Ribeirão Preto (SP).
Luana Magalhães trabalha há 15 anos como esteticista e diz que nunca tinha enfrentado uma crise tão intensa. Ela trabalha por conta própria, dona de um salão de beleza, e com a quarentena precisou suspender as atividades e perdeu a renda da família.
“No começo, eu fiquei apavorada. Depois, liguei para as contas que eu tinha, expliquei a situação, disse que vou pagar do jeito que posso. Tive também muito carinho das minhas clientes, muitas me procuraram para querer fazer o pagamento e postergaram os procedimentos. Isso tem me ajudado muito. A gente já aprendeu a economizar, a ver que tem muita coisa que a gente tem de fútil mesmo”, conta.
Entre os serviços não essenciais, a esteticista Luana Magalhães renegociou as contas para manter renda
Ronaldo Gomes/EPTV
A biomédica Andressa Bredariol abriu uma clínica de estética no fim do ano passado e pretendia recuperar o investimento que fez na estrutura e na compra de equipamentos, mas em março precisou parar os atendimentos. Andressa também trabalha sozinha e depende dos clientes para ter renda. Com a pandemia, precisou se reinventar para conseguir pagar as contas.
“A gente vai renegociar aluguel, os impostos, as contas fixas. Tenho algumas vendas de produtos e investi pesado nas vendas online, fiz uma promoção de voucher com valores de procedimentos bem reduzidos para a pessoa comprar agora e realizar o procedimento quando a gente retornar”, explica.
Clínicas de estética estão fechadas durante a pandemia do coronavírus em Ribeirão Preto (SP)
Ronaldo Gomes/EPTV
Redução de salários
Além dos autônomos, a crise financeira causada pela doença atingiu também os trabalhadores com carteira assinada, que tiveram redução de salários e jornadas ou a suspensão de contratos de trabalho após entrar em vigor a MP 936, medida provisória publicada em 2 de abril pelo governo federal que permite mudanças temporárias na lei trabalhista.
Em Ribeirão Preto, Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários) recebeu 4 mil pedidos de acordo no primeiro mês de vigência da MP. Segundo o Ministério da Economia, cerca de 5,5 milhões de trabalhadores também tiveram os ajustes nos contratos em todo o país.
Comércio e restaurantes no Calçadão de Ribeirão Preto estão fechados desde março
Alexandre Sá/EPTV
De acordo com a economista Maria Angélica Luquese, durante o período de crise a recomendação é pensar melhor antes de comprar e pesquisar muito os preços. A economista explica que essa crise financeira é uma lição para o futuro.
“É necessário uma administração dessas contas e priorizar aquelas que não podem deixar de ser pago e, para as outras, tentar uma negociação com o credor, repactuar para pagar depois que a pandemia passar. Esse período que estamos em casa nos permite avaliar o que a gente realmente consome e que é um pouquinho demais e reduzir gradativamente aquilo que pode ser dispensado sem afetar drasticamente os hábitos da família”, diz.
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By Negócio em Alta