Com mais de 2,6 mil ocorrências registradas em Rio Branco, moradores reclamam de fumaça das queimadas


Autuações aumentaram quase 90% se comparado com o mesmo período de 2019. Ar poluído dificulta até o uso de máscara durante a pandemia. Acre registra mais de 2,6 mil queimadas urbanas em 2020
A cortina de fumaça e poeira que cobre o Acre diariamente tem causado falta de ar e outros problemas de saúde aos moradores. O principal fator para essa poluição são as queimadas registradas no estado durante o período de seca.
Segundo o Corpo de Bombeiro, até o início de agosto já foram contabilizadas mais de 2,6 mil ocorrências de incêndio em Rio Branco. O número de autuações por queimadas urbanas em Rio Branco deu um salto de 88% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019.
Apenas no mês de julho foram registradas 850 queimadas e cerca de 80% dos incêndios ocorreram em Rio Branco.
Logo pela manhã é possível respirar o ar poluído com muita fumaça das queimadas. Em Rio Branco, há mais de 16 dias que não chove e a próxima chuva está prevista apenas para o dia 18 de agosto.
“Não tenho problema nenhum de saúde, mas, mesmo assim, a gente fica um pouco com falta de ar. Ainda tem um agravante porque moro perto da mata do Horto [Florestal] e nessa época o pessoal coloca fogo no capim seco, jogam o lixo e tocam fogo. É muita fumaça mesmo”, revelou o técnico agrícola João Evangelista.
Moradores convivem diariamente com fumaça das queimadas em Rio Branco
Reprodução/Rede Amazônica Acre
O aposentado José Araújo disse que também sofre com o período de seca e queimadas no estado acreano. “A fumaça é horrível nesses tempos”, lamentou.
Quem pratica atividade física ao ar livre também sofre. A professora Railene Santiago disse que a fumaça dificulta o uso de máscara enquanto pedala de bicicleta.
“Dificulta mais ainda o tempo seco, o uso da máscara e a gente não consegue pedalar de máscara porque sufoca. O tempo seco causa um certo incômodo. A gente pedala a uma certa distância, vamos para a zona rural e muitas pessoas nos veem sem máscara, acham que andamos sem, mas não é. Na hora de pedalar sufoco mesmo”, explicou.
Autuações aumentaram quase 90% se comparado com o mesmo período de 2019
Reprodução/Rede Amazônica Acre

By Negócio em Alta