
Na quarta-feira, o governo informou que a polícia disparou munição letal contra manifestantes em Brest e prendeu mais de 1 mil pessoas em diversas cidades. Manifestantes voltam às ruas da capital de Belarus
O Ministério do Interior de Belarus anunciou nesta quinta-feira (13) que prendeu mais 700 pessoas na quarta (12), no quarto dia de protestos contra o resultado da eleição presidencial. Já são mais cerca de 6.700 prisões desde o início das manifestações.
“Os incidentes no país perderam seu caráter massivo, mas o nível de agressividade contra as forças da ordem continua alto”, informou a assessoria de imprensa do ministério.
Manifestante é detido em protesto em Minsk, Belarus, nesta quarta-feira (12)
Evgenia Novozhenina/Reuters
Ainda na quarta-feira, o governo de Belarus informou que a polícia disparou munição letal contra manifestantes na cidade de Brest e prendeu mais de 1 mil pessoas em diversas cidades, intensificando a repressão que levou a União Europeia a avaliar novas sanções contra o país.
Os protestos continuam na ex-república soviética. Autoridades bielorrussas confirmaram a segunda morte desde o início dos atos, no fim de semana, segundo a agência France Presse (AFP).
Forças de segurança entraram em conflito com manifestantes após o presidente Alexander Lukashenko reivindicar uma vitória ampla de sua candidatura à reeleição, em um pleito no último domingo que seus adversários alegam ter sido manipulado.
Na quarta, mulheres vestidas de branco formaram uma corrente humana na porta de um mercado de alimentos na capital Minsk, e uma multidão se reuniu no lado de fora de uma prisão onde manifestantes estavam presos.
Lukashenko
Lukashenko durante votação no domingo (9)
Sergei Gapon / Pool / via Reuters
Lukashenko tem buscado relações melhores com o Ocidente, em meio a relações tensas com a Rússia, uma tradicional aliada.
Bruxelas levantou, em 2016, sanções que haviam sido impostas por causa do histórico de direitos humanos de Lukashenko, mas considerará novas medidas esta semana.
Ex-administrador de fazendas coletivas da União Soviética, Lukashenko, de 65 anos, governa Belarus há mais de 25 anos, mas tem causado irritação pela maneira como lidou com a pandemia de coronavírus, pela situação econômica e pelos direitos humanos.
RELEMBRE: Lukashenko recomendou vodca e sauna contra a Covid-19
ANÁLISE: A encruzilhada do último ditador europeu
A adversária de Lukashenko na eleição de domingo, Sviatlana Tsikhanouskaya, ex-professora de inglês de 37 anos, fugiu para a vizinha Lituânia para se encontrar com seus filhos. Ela pediu que seus compatriotas não se oponham à polícia e evitem colocar suas vidas em risco.
Sem categoria
