
Secretaria voltou a anunciar reforma do prédio, mas não há previsão. Serviços e pacientes foram transferidos para único pavilhão até o fim da obra. Usuários reclamam de desgastes na unidade desde 2018. Parte do teto de Unidade Mista de Saúde do município de Amapá desabou no domingo (3)
Helves Guilherme Vilhena/Divulgação
Parte do telhado da Unidade Mista de Saúde (UMS) do município do Amapá, a 302 quilômetros de Macapá, desabou no domingo (3). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, nesta terça-feira (5), que descartou a ideia de instalar um hospital contêiner no local, como anunciou em janeiro, e que prevê uma reforma geral em todo o complexo.
No entanto, não há previsão para iniciar essa obra. Com o problema ocorrido no domingo, a Sesa declarou que os pacientes foram transferidos para um dos pavilhões e os serviços ficaram reunidos em um único prédio até que seja feita a reforma.
A nota acrescenta que a estrutura destruída no domingo já foi recuperada pela direção da unidade. Usuários reclamam de estrutura fragilizada e falta de manutenção dessa Unidade Mista pelo menos desde 2018, quando uma ventania atingiu o local.
O local é referência no atendimento médico na cidade e comunidades rurais próximas, com atendimento 24 horas, de urgência e emergência.
Foto de janeiro deste ano mostra estrutura precária em um dos blocos da unidade de saúde
Leandro Cabral/Arquivo Pessoal
Em janeiro, um morador e usuário da UMS registrou imagens do teto em condições precárias, com buracos e madeiras faltando, e paredes com limo e infiltrações. Na época, a Sesa declarou que a instalação do hospital contêiner iria manter os atendimentos até que fosse terminada a construção do Hospital Regional, que, além de Amapá, atenderia aos municípios Calçoene, Tartarugalzinho e Pracuúba.
Em abril de 2019, outro morador da região já havia reclamado e mostrado a estrutura precária, das paredes ao teto, que já ameaçava cair. A previsão naquela época foi a mesma anunciada nesta terça-feira, de que o prédio da unidade mista passaria por uma reforma.
Foto de janeiro mostra blocos interditados desde 2018, com paredes cheias de limo e infiltrações
Leandro Cabral/Arquivo Pessoal
Segundo um comerciante de pescados do município, Helves Guilherme Vilhena, de 25 anos, que registrou o material que desabou ao chão no domingo, logo após o ocorrido, a UMS tem realizado apenas curativos simples e que às vezes faltam remédios.
“Estava de passagem quando vi uma aglomeração de pessoas e vimos a estrutura no chão. É um corredor, por onde as pessoas passam. Quando fui tirar as fotos uma funcionária pediu para eu não fazer os registros. Moro aqui há 25 anos e nunca vi nenhum reparo”, reclamou.
A Sesa garante que os serviços não foram afetados.
Confira a íntegra da nota da Sesa acerca da Unidade Mista, encaminhada nesta terça-feira:
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esclarece que os pacientes estão recebendo atendimento normalmente. Os serviços ofertados na unidade são de baixa e média complexidade. A Sesa está trabalhando junto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf) em um plano emergencial para reformar o segundo pavimento da Unidade Mista. Para isso vai remanejar o atendimento daquela parte do hospital até que seja finalizada a obra de reforma e ampliação da unidade.
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