Agente social de Mogi tenta trazer família que está no Nepal


Antenor Aparecido dos Santos viajou ao Brasil em fevereiro e, desde então, não consegue voltar para casa. Agora ele tenta trazer a família ao Brasil. Agente social de Mogi está longe da família desde fevereiro por conta da pandemia
O agente social Antenor Aparecido dos Santos é de Mogi das Cruzes, mas mora no Nepal. Em fevereiro ele veio à cidade onde nasceu e não conseguiu voltar ao país asiático, por conta da pandemia do novo coronavírus. Agora, ele tenta trazer a família ao Brasil, mas não consegue.
São mais de 15 mil quilômetros dividindo o agente da família. Ele acompanha as brincadeiras dos filhos pela internet.
“A minha intenção era ficar um mês e meio no Brasil, a trabalho. Quando eu fui retornar ao Nepal, em 14 de março, exatamente neste dia nós tivemos a notícia, por meio da imigração do Nepal, que as fronteiras teriam sido fechadas e todos os voos internacionais foram cancelados”, diz.
Com restrições nos aeroportos do Nepal e a situação ficando cada vez mais rígida por lá, o agente social tem encontrado dificuldades de reencontrar a esposa e os filhos.
“Eles me dizem que estão com saudade. É muito triste. A gente não sabe nem o que dizer. Aí a gente tenta conversar. Eu digo que um dia a gente chega”, diz.
Antenor está separado da família desde fevereiro, por conta da pandemia.
Reprodução/TV Diário
Há mais de três meses, Antenor mata a saudade da família pelas redes sociais e chamadas de vídeo. Agora ele tenta trazê-los ao Brasil.
“Eu não acredito que as fronteiras do Nepal vão ser abertas tão cedo, devido até as políticas do país. É um país bem rígido. Se não abrir tão cedo, eu posso ficar meses sem ver a minha família. O Itamaty abriu um portal de ajuda aos brasileiros. Quando eu perguntei sobre a minha família, me responderam que não tem plano de fazerem repatriação de brasileiros daquela região, porque já foi feito. Eu acredito que um voo só não foi suficiente”, diz.
O Itamaraty informou que organizou um voo de repatriação de Nova Deli, capital da Índia, uma operação que incluiu o transporte de brasileiros retidos no Nepal até aquela cidade.
Ainda segundo o Itamaraty, não há previsão no momento de nova operação dessa natureza, mas a situação é reavaliada constantemente.
O Itamaraty informou, ainda, que Antenor pode entrar em contato com o grupo de crises para verificar as opções disponíveis de repatriação da família. E sugeriu também contato com a embaixada do Brasil em Katmandu, que pode verificar a possibilidade de viabilizar, junto ao governo nepalês, o translado interno da família do brasileiro.

By Negócio em Alta