Braskem tem prejuízo de R$ 2,79 bilhões em 2019; Gerdau abafará forno em Minas e mais destaques

A siderúrgica Gerdau informou que abafará o alto-forno 2 da usina de Ouro Branco (MG), como parte das suas medidas para conter o impacto da crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19. Além disso, ocorrerão paralisias em abril nas aciarias e laminações de aços longos no Brasil e nos Estados Unidos. Já a Braskem informou prejuízo de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre e de R$ 2,79 bilhões no ano de 2019.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau anunciou várias medidas para reduzir a produção no Brasil e nos Estados Unidos, por causa dos impactos econômicos da pandemia do coronavírus. A siderúrgica informou que fará o abafamento do alto-forno 2 da usina de Ouro Branco (MG), que possui a capacidade de 1,5 milhão de toneladas de aço por ano. Além disso, ocorrerão paralisações nas aciarias elétricas e laminações de aços longos.

Segundo a empresa, as medidas são tomadas por causa “da redução da demanda, principalmente na indústria e na construção civil”. A empresa informou que o alto-forno 1 da usina de Ouro Branco, que tem a capacidade de produzir 3 milhões de toneladas de aço por ano, continua a operar.

Nas unidades que produzem aços especiais também acontecerão paradas programadas em abril, tanto no Brasil como nos EUA. Segundo a Gerdau, a indústria automotiva está em férias coletivas nos dois países, “o que afeta materialmente a demanda nesse setor específico”. Na semana passada, a Usiminas (USIM5) anunciou o abafamento dos altos-fornos 1 e 2 da sua usina em Ipatinga (MG).

Braskem (BRKM5)

A Braskem publicou na noite da sexta-feira passada (3 de abril) um press-release na CVM, no qual informou um prejuízo de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2019. A empresa informou que obteve um lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 993 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma queda de 32% em comparação ao quarto trimestre de 2018.

A receita líquida da Braskem, no quarto trimestre do ano passado, também recuou, embora menos (12%) sobre igual trimestre do ano anterior, para R$ 12,6 bilhões.

A relação dívida líquida sobre o Ebitda deteriorou-se no quarto trimestre, para 3,70 vezes (3,7x), de 2,06 vezes (2,06 x) no quarto trimestre de 2018. No ano, a Braskem teria registrado prejuízo de R$ 2,79 bilhões. A empresa precisou resolver o problema no estado de Alagoas, onde o poder judiciário determinou que indenizasse moradores de quatro bairros próximos a uma unidade produtora de sal.

“A empresa registrou o prejuízo líquido em função da provisão contábil no montante de R$ 3,38 bilhões referente à implementação, em Alagoas, do Programa de Compensação Financeira e Realocação, de ações para o fechamento de determinados poços de sal da companhia e do Programa para Recuperação de Negócios”, informou no press-release.

A petroquímica Braskem comunicou ao mercado que havia adiado a divulgação do seu balanço de 2019 e também cancelou a data da sua assembleia geral ordinária, por causa da epidemia do coronavírus. A assembleia da Braskem ocorreria dia 30 de abril na sede da empresa em Camaçari (BA).

Unipar (UNIP6)

A Unipar Carbocloro cancelou a sua Assembleia Geral Ordinária que deveria acontecer no dia 15 de abril na capital paulista, por causa da epidemia da Covid-19. A empresa informou que ao mercado que marcará nova data para a assembleia.

Guararapes (GUAR3)

A Fitch, uma das três maiores agências de classificação de risco do mundo, rebaixou a nota da Guararapes, controladora da Lojas Riachuelo, por causa da pandemia do coronavírus. A nota da Guararapes foi de AA- para A+, ainda no grau de investimento. A Fitch, vale reparar, também rebaixou a nota da atacadista Martins e da Inbrands S.A., detentora da marca Ellus no Brasil.

No caso da Guararapes, a Fitch comentou que os negócios da empresa varejista “apresentam maior vulnerabilidade à queima de caixa, em decorrência da pandemia do coronavírus, e a recuperação de seus negócios deve ser mais lenta em comparação à da Martins, que possui exposição relevante ao segmento alimentar”.

A agência considera que “a perspectiva negativa da Guararapes contempla o maior risco de rebaixamento da companhia a curto prazo, caso os danos aos fluxos de caixa sejam superiores aos esperados pela agência, ou a liquidez se enfraqueça”. A Fitch teme que a relação dívida líquida sobre o Ebitda da Guararapes se posicione acima de 4,5 vezes (4,5x) em 2021.

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By Alice Pavanello

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