
De acordo com as investigações, Nathállia Corrêa Batista foi morta com um golpe de uma barra de ferro na cabeça. Um homem e uma mulher estão presos apontados como autores do crime. Nathállia Corrêa Batista, de 29 anos, desapareceu em Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul em 15 de julho de 2019. A Polícia Civil descobriu que ela foi assassinada com uma barra de ferro e depois teve o corpo queimado e os restos mortais foram jogados no rio Paraguai.
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Há exatamente um ano a funcionária pública Nathállia Corrêa Batista, de 29 anos, desapareceu em Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil descobriu que ela foi assassinada com uma barra de ferro e depois teve o corpo queimado e os restos mortais foram jogados no rio Paraguai. Dois suspeitos pelo crime, um homem e uma mulher foram presos e aguardam julgamento.
A família de Nathállia, profundamente abalada pelo crime e ainda em choque, tenta se refazer, enquanto se preocupa com o destino do caso. A mãe dela está em depressão profunda, nem sequer consegue falar do que aconteceu com a filha. O maior temor, conforme os parentes é que os dois suspeitos consigam de algum modo se livrar da punição da Justiça.
O G1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para saber se existe uma previsão para o julgamento dos suspeitos, mas até a atualização mais recente da matéria ainda não obteve o retorno.
Um dos primos da vítima, Cláudio Augusto Corrêa, disse ao G1 que até hoje a família ainda não consegue entender o que motivou o crime. Conforme a investigação da Polícia Civil, a vítima foi morta com golpe de ferro na cabeça e teve o corpo queimado, parte foi enterrada em um quintal, e o restante, que virou cinzas jogado em um rio.
“Nós estamos arrasados até hoje, não tem um dia que não lembramos da Nathália, um moça de bem, alegre e que se dava bem como tudo mundo. A mãe dela está numa situação ainda pior, fica isolada, quieta, em uma depressão critica”, disse.
Ainda segundo Cláudio, a mãe de Nathállia já havia perdido outro filho, um adolescente de 11 anos, que morreu afogado no rio Paraguai. Ele afirma que a família teme que os dois presos, apontados como os autores do crime sejam soltos.
“Nosso maior medo é a injustiça, acordar um dia e saber que um habeas corpus foi aceito e esses assassinos ficaram livres, nós não podemos aceitar isso, e queremos que julgamento ocorra logo”, explicou.
O delegado responsável pelo caso, João Cleber Dorneles, falou que ainda não há previsão para o julgamento das duas pessoas apontadas no homicídio, José Romero, então gerente de uma pousada, de 37 anos, e Regiane Marcondes Machado, de 33, que seria amante dele.
O delegado disse ainda que houve uma audiência de instrução com os dois no final de junho. Nela, Regiane mudou parte da versão do crime.
“Ela disse que o Romero usou uma arma para força-la a ajudar a esconder o corpo, até então, durante as investigações, não havia uma arma no inquérito”, explicou.
Regiane e José Romero estão presos a disposição da Justiça.
O assassinato brutal
A servidora pública Nathállia Corrêa Batista, de 29 anos, desapareceu no dia 15 de julho de 2019 e foi morta com golpe de ferro na cabeça e depois teve o corpo queimado. É o que aponta investigação da Polícia Civil sobre o caso ocorrido em Porto Murtinho, a 443 quilômetros de Campo Grande.
José Romero, com quem ela mantinha um relacionamento amoroso, e Regiane, que também seria amante dele, estão presos suspeitos de envolvimentos no crime. Ele nega. Ela confirma participação.
Conforme a polícia, Nathállia foi morta no mesmo dia em que foi vista pela última vez. Ela saiu da casa de amigos dizendo a um deles que se encontraria com o gerente na pousada. No local, foi golpeada e morta, segundo a polícia.
Da pousada, o corpo da servidora pública foi levado para a casa de Regiane. O cadáver foi queimado nos fundos do imóvel “mediante forte ação de fogo e calor”, segundo o delegado João Cléber Dorneles, da delegacia de Porto Murtinho, e por várias horas.
As cinzas foram colocadas em vasilhames e sacos plásticos e jogadas no rio Paraguai. O local onde houve a queima foi concretado para que não fossem encontrados vestígios.
No entanto, após meses de investigação sobre o desaparecimento e prisão dos suspeitos, a polícia chegou a conclusão de que Nathállia foi morta e de como se deu o homicídio.
Vestígios que podem ser restos mortais de Nathállia foram recolhidos pelos peritos e encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Mato Grosso do Sul (IMOL) e ao Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande.
Conforme a polícia, o gerente da pousada nega qualquer participação no crime e disse que foi Regiane e uma terceira pessoa, até então desconhecida, que mataram Nathállia.
Já a mulher diz que foi o amante quem matou a servidora pública e ela apenas ajudou no transporte do corpo e na incineração. Os dois seguem presos.
Peritos no local onde Nathália foi queimada, em MS
Polícia Civil/Divulgação
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