
Semsa informou que 3ª unidade de combate e prevenção à doença será aberta na quinta-feira (7), no bairro Marabaixo. UBS Marcelo Cândia, na Zona Norte da capital
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Desde o início da pandemia do novo coronavírus, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Lélio Silva, na Zona Sul, e Marcelo Cândia, na Zona Norte, estão sendo referência para o primeiro atendimento a pacientes suspeitos e confirmados com a doença em Macapá. No entanto, segundo a prefeitura, o funcionamento dos locais já está no limite.
A situação é sentida por quem busca os serviços. Esthefane Farias, que tem a tia diagnosticada com a Covid-19, conta que a paciente procurou a UBS Marcelo Cândia, no bairro Jardim Felicidade, quando se sentiu mal, mesmo assim passou dias para realizar o exame e ainda sofreu com a falta de medicação.
“A minha tia passou três dias indo nas unidades básicas de saúde tentando realizar os exames”, relatou.
Fila na UBS Marcelo Cândia
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O titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Eldren Lage, confirmou o esgotamento da capacidade de atendimento.
De acordo com o secretário, mesmo com a contratação de enfermeiros e médicos, não é possível colocar novos profissionais na linha de frente devido a incapacidade de espaço nas unidades.
“Hoje Lélio Silva e Marcelo Cândia estão funcionando no limite. Em que pese os esforços de ter aumentado a quantidade de médicos nessas unidades eu não consigo, hoje, colocar mais médicos. Porque se eu colocar mais, eu não vou ter área de espera para os pacientes ficarem de um forma segura. Muitos médicos e enfermeiros estão adoecendo, outros estão entregando seus cargos com medo de estarem se expondo, levar essas doenças para dentro das suas famílias. Nós estamos tendo uma dificuldade muito grande para manter esses profissionais nessas unidades”, justificou.
Eldren Lage, titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)
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Lage justificou a demora na realização do teste para Covid-19. Segundo o secretário, ele não é aplicado de imediato, pois precisa seguir regras para garantia da eficácia.
“O exame de escarro, por exemplo, tem que ser feito com o paciente em no máximo 7 a 8 dias de sintomas. A partir desse período, o exame perde a sua especificidade. E o exame de teste rápido, que é o exame de sangue, que precisa de um nível de anticorpo dentro da corrente sanguínea do indivíduo é o contrário: ele precisa ser feito a partir do 7º dia. Se a gente faz um resultado de exame e libera esse resultado de exame como um falso negativo, quer dizer: aquela pessoa que ainda não tem anticorpo e pode estar positiva, essa pessoa relaxa com os seus cuidados”, explicou.
UBSs de referência para Covid-19 em Macapá estão no limite, diz Semsa
Sobre a falta de remédios, o titular da Semsa conta que para enfrentar a pandemia, a prefeitura iniciou um processo de compra de remédios que não são da atenção básica, mas sim usados em hospitais.
“O ideal é que todas as vezes que o paciente agrave na UBS ele imediatamente seja transferido para rede hospitalar. Como a rede hospitalar, hoje, está lotada, os pacientes estão ficando na UBS até que esse leito seja liberado. E com essa situação, os médicos começaram a precisar de medicamentos que não fazem parte do elenco de medicação da atenção básica. Por conta disso essa pessoa [Esthefane] deve ter adquirido esse medicamento”, explicou.
A forma encontrada pela prefeitura para minimizar o problema é o funcionamento de novas unidades especializadas no combate e prevenção do novo coronavírus.
Na quinta-feira (7), a UBS do bairro Marabaixo, na Zona Oeste da cidade, passa a ser a 3ª unidade de referência na capital. Uma 4ª deve passar a realizar atendimentos no bairro Santa Inês, mas ainda sem data prevista.
UBS do bairro Marabaixo
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Mesmo com a abertura de unidades dedicadas exclusivamente à Covid-19, a secretaria de saúde diz que sem o isolamento social vai ser difícil vencer a doença.
“Não existe vacina, não existe remédio, não existe nenhuma forma de prevenção que não seja o isolamento social”, reforçou o secretário.
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