
Raissa Maria driblou a deficiência grave na coluna, que dificulta a respiração e a faz ser do grupo de risco da Covid-19, para ajudar e fazer doações a instituições de caridade. Mesmo com deficiência, design ajuda microempreendedores durante pandemia
Raissa Maria tem apenas 25 anos. E uma deficiência grave na coluna, que dificulta a respiração e causa dores. O problema de saúde colocou a jovem estilista no grupo de risco da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O isolamento social também vem sendo levado a sério por ela.
“Estou (confinada) há dois meses. Tenho uma deficiência física que compromete minha capacidade respiratória. Tenho uma escoliose congênita na coluna e sabia da necessidade de ficar em casa e em isolamento”, relatou (veja vídeo acima).
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Para passar o tempo, Raissa já transformou o quarto em salão de dança – com direito a iluminação especial – e também mudou as paredes, transformando-as em telas de pintura.
“Queria aproveitar o tempo que tenho disponível e aproveitar o momento para mudar minha postura, pensar positivo e ajudar o próximo. Criar propósitos todos os dias e tirar essa questão de insegurança que eu estava no começo. Eu resolvi ajudar”, diz ela, que, de fato, arregaçou as mangas para cooperar.
Ela se formou em design de moda e é estilista. Utilizando o design gráfico, ela compartilhou o trabalho que faz com ONGs, pequenos empreendedores e trabalhadores que precisam usar as redes sociais para empreender ou divulgar serviços. O problema físico nunca limitou as façanhas de Raissa.
“Eu tenho criado artes digitais, mídias, faço posts de Instagram e Facebook que ajudam a divulgar os trabalhos deles, os empreendimentos principalmente das pessoas que não têm condições de pagar. E também as instituições de caridade que fazem doações”.
Raissa Maria, que tem uma deficiência na coluna, ajuda trabalhadores sem sair de casa
Reprodução/TV Globo
O trabalho que ela desenvolve é completamente gratuito para as ONGs. Para as pequenas empresas, o serviço é trocado por doações para projetos sociais indicados pela própria Raissa.
“Nós que somos empreendedores sociais precisamos prospectar conteúdo o tempo todo, né, na internet. E essa colaboração da Raissa é fundamental e enriquecedora”, disse a jornalista Daniela Rorato.
“Me fortalece e me faz estar disposta todos os dias, sempre com muita gratidão, muita felicidade porque a vida é isso. É a gente reconhecer que não importa a limitação, mas a gente é capaz de fazer diferente na vida das pessoas”, completou Raissa, que ainda falou sobre outro movimento para cooperar ainda mais com a sociedade.
“Me sinto uma heroína. A forma que eu tenho é ajudar quem está lá fora fazendo as ações sociais”. Raissa convoca voluntários para novos projetos.
“Criei um movimento chamado ‘A turma ajuda’ no Instagram. Queremos levar educação e solidariedade em duas formas: aulas gratuita para jovens, adultos e idosos, principalmente para idosos que ainda são analfabetos. E vamos ajudar também quem está fazendo doações, as organizações que estão disponíveis das informações do nosso movimento”.
Mesmo com limitações físicas e dentro das quatro paredes de um quarto, não há limites para a solidariedade de Raissa. “Minha deficiência me faz mais forte, mais capaz de entender a necessidade de me colocar no lugar das pessoas”.
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