Sistema de saúde está entrando em colapso no município. Cenas em que o isolamento e distanciamento mínimo não são respeitados ainda são comuns. Apesar do colpaso na saúde, Ananindeua descumpre normas de provenção à Covid-19
Segundo município mais atingido pela Covid-19 no Pará, Ananindeua ainda registra aglomerações, comércio não essencial aberto e desrespeito ao distanciamento social mínimo durante a pandemia. Até o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), Ananindeua registrava 431 casos confirmados e 17 óbitos pela doença.
De acordo com o levantamento da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), entre os dias 27 de abril e 3 de maio, o município de Ananindeua registrou uma média de isolamento de 60%.
Os bairros que apresentaram o pior índice de isolamento no período foram Icuí e Júlia Seffer. Atalaia, Jaderlândia e Águas Lindas foram os bairros que as pessoas mais ficaram em suas casas.
Apesar do índice superior à média do estado, diversos pontos de aglomeração ainda são registrados na cidade.
Nesta terça-feira (5), a equipe da TV Liberal flagrou estabelecimentos não essenciais funcionando normalmente no centro comercial do PAAR e pessoas que, apesar de a maioria estar de máscara, não respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5m.
No município, o sistema de saúde está entrando em colapso. A população denuncia que muitas pessoas estão tendo dificuldade de conseguir atendimento em unidades de saúde.
Na UPA do Distrito Industrial, não há médicos ou qualquer tipo de atendimento. Ao chegar no local, os pacientes são orientados a procurar a UPA de Marituba, município vizinho, que segundo o prefeito, também já alcançou a superlotação.
De acordo com o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, o município está tendo dificuldade em contratar novos profissionais de saúde. “Cerca de 50% dos funcionários de saúde estão parados por licença médica. Nossa falta hoje não é de dinheiro, e sim de material humano”, disse.
Por conta da aglomeração registrada no município, o Ministério Público do Pará (MPPA) instaurou uma ação civil pública que pede que o município de Ananindeua cumpra na integra todos os termos previstos em decretos municipais e estaduais que dispõe sobre a restrição e fiscalização de estabelecimentos comerciais e serviços considerados essenciais.
A Justiça acatou o pedido e deu prazo de cinco dias para que medidas de reforço do isolamento social sejam adotadas. Em caso de descumprimento, a multa diária prevista é de R$10 mil.
*sob supervisão
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