Rio tem drive-thru para teste de coronavírus por R$ 470 em rede particular de laboratórios


Exame RT-PCR identifica a presença do vírus no organismo e não é eficaz para determinar imunidade. Profissionais de saúde têm desconto e a testagem sai a R$ 282; resultado fica pronto em 72 horas. Uma rede de laboratórios de análises clínica no Rio oferece teste particular de coronavírus em sistema drive-thru, que permite a coleta de material para exame com a pessoa dentro do carro.
O serviço é realizado pela clínica Felippe Mattoso, na unidade da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e pelo Labs A+ de Madureira, na Zona Norte – ambas marcas pertentes ao Grupo Fleury.
Para realizar o exame é necessário fazer o agendamento, ter indicação clínica e estar com o pedido médico. O teste custa R$ 470, mas profissionais de saúde têm desconto e pagam R$ 282.
O exame oferecido é o RT-PCR, que identifica a presença do coronavírus no organismo. O teste é feito a partir de secreção respiratória retirada do nariz e só permite a detecção do vírus em caso de infecção aguda, sendo indicado somente a quem tem sintomas da doença.
O teste RT-PCR não identifica anticorpos ao coronavírus no organismo. Ou seja, ele não permite saber se uma pessoa que eventualmente tenha contraído o vírus se curou da doença e ficou imune.
A clínica Felippe Mattoso fica na Avenida das Américas, nº 4.303, na Barra da Tijuca, e o telefone para agendamento é o (21) 99127-2097. Já o Labs a+ funciona na Av. Américo Brasiliense, nº 263, em Madureira, e o telefone para agendamento é o (21) 2538-3600.
Outra rede restringe exames a hospitais
Outros três laboratórios particulares do Rio – Bronstein, Lâmina e Sérgio Franco – que pertencem ao grupo Dasa, não estão atendendo o público geral.
Segundo a assessoria do grupo, tanto o exame RT-PCR quanto o de sorologia estão sendo priorizados a “pacientes críticos internados na rede hospitalar e para profissionais de saúde”.
Teste rápido
Farmácias e drogarias foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na terça-feira (28), a realizarem testes rápidos para o novo coronavírus. Antes, o exame era feito de forma exclusiva por hospitais e clínicas.
Ao contrário do RT-PCR, que só permite identificar a presença do vírus no organismo, os testes rápidos detectam se o paciente adquiriu anticorpos para o vírus. Eles são feitos a partir de uma pequena amostra de sangue e não com secreção nasal.
A amostra sanguínea é colocada em um pequeno dispositivo, semelhante a alguns dos tipos de testes de gravidez ou de glicemia. Em um intervalo que varia de 10 a 30 minutos, o aparelho mostra se a pessoa tem anticorpos para o vírus.
Os anticorpos são produzidos pelo próprio organismo para se defender da infecção. Sua presença no sangue determina que a pessoa já foi infectada pelo vírus, mas não determina imunidade à doença.

Guilherme Luiz Pinheiro/Arte G1
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By Negócio em Alta