Riacho Fundo I tem maior taxa de letalidade por Covid-19 no DF


Índice é de 18,2%, enquanto média do DF é de 2,3%. Segundo infectologista, cidades mais pobres são mais vulneráveis à doença. SARS-CoV-2, o novo coronavírus, responsável por causar a Covid-19.
Scientific Animations/Wikimedia Commons/Divulgação
A taxa de letalidade por Covid-19 no Distrito Federal, nesta quarta-feira (30) é de 2,3% e está abaixo da média nacional, de 6,9%. No entanto, a região do Riacho Fundo I apresenta um índice de 18,2% de letalidade pela doença (veja tabela abaixo).
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A taxa de letalidade se refere à quantidade de pessoas que morreram por uma doença em relação à quantidade de infectados por ela. Já a taxa de mortalidade se refere à quantidade de pessoas que morreram por uma doença em relação à população total de um lugar – seja uma cidade, estado, país, ou até mesmo o mundo inteiro.
No Riacho Fundo I, até esta quinta-feira (30) havia 11 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e duas mortes. Segundo a médica Joana D’arc, os locais com menos recursos são mais vulneráveis à doença.
“A pobreza, a falta de recursos, a falta de acesso a produtos de higiene e também a questão cultural de comportamento gera essa vulnerabilidade.”
De acordo com a infectologista, alguns colocam as áreas mais pobres em desvantagem:
Menor infraestrutura
Casas com menos espaço e mais gente aglomerada
Menos acesso aos cuidados e serviços de saúde
Menor possibilidade de ficar em casa e cumprir o isolamento social
Maiores e menores taxas de letalidade da Covid-19 no DF
As regiões do Riacho Fundo I, Núcleo Bandeirante e Estrutural são as que apresentam as maiores taxas de letalidade no DF (veja tabela abaixo):
Distribuição, frequência, incidência de casos por 100 mil habitantes, e número e percentual de óbitos segundo Região de Saúde e Região Administrativa, no DF
GDF/Divulgação
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Já as cinco regiões em que os moradores tem renda mais alta no DF, Lago Sul, Lago Norte, Plano Piloto, Parkway, Sudoeste e Octogonal, tem juntas 374 casos da Covid -19 e três mortes.
A taxa de letalidade da Covid-19 no Plano Piloto corresponde a 0%.
Chácara Santa Luzia, na região da Estrutural, no DF
TV Globo/Reprodução
Segundo a infectologista Joana D’arc, quando a doença começa a se espalhar nas áreas mais pobres, a situação de risco se torna muito alta. “No começo, a doença estava concentrada onde as pessoas têm condições de pagar uma consulta, fazer um exame, arcar com os custos de um tratamento de saúde. Na periferia, tem gente que não tem condições nem de chegar ao hospital”, afirma.
“Estamos falando de uma população que precisa escolher se vai comprar um produto de limpeza ou o arroz. Não é uma situação fácil. São pessoas que moram em casas com só um quarto. Se um da família fica doente, não tem como ficar isolado.”
Prevenção
A médica alerta para uma atitude de prevenção que “é difícil para o brasileiro, mas que precisa ser colocada em prática”. Ela se refere a “cultura de proximidade, de beijinho e abraço”, que precisa ser respeitada – inclusive com o distanciamento entre uma pessoa e outra.
“Nem sempre é possível manter o distanciamento de dois metros, principalmente quando a casa é pequena e todo mundo dorme na mesma cama, um com a cabeça pra cá, o outro com a cabeça pra lá.”
De acordo com Joana D’arc, nesse momento de pandemia, mudar o comportamento é uma arma importante para a prevenção do coronavírus. “Eu preferia não ter que falar assim, mas é a realidade”, diz a médica.
Mortes por coronavírus no DF
23 de março: mulher de 61 anos
29 de março: homem de 77 anos
31 de março: homem de 73 anos
1º de abril: homem de 82 anos
2 de abril: homem de 50 anos
2 de abril: mulher de 77 anos
3 de abril: mulher de 61 anos
3 de abril: homem de 67 anos
3 de abril: mulher de 61 anos
4 de abril: homem de 84 anos
5 de abril: homem de 37 anos
5 de abril: homem de 49 anos
8 de abril: mulher de 81 anos
9 de abril: mulher de 76 anos
12 de abril: homem de 78 anos
12 de abril: homem de 94 anos
13 de abril: homem de 54 anos
14 de abril: mulher de 73 anos
14 de abril: mulher de 79 anos
15 de abril: homem de 69 anos
15 de abril: homem de 87 anos
15 de abril: mulher de 57 anos
16 de abril: mulher de 84 anos
17 de abril: mulher de 60 anos
18 de abril: mulher de 89 anos
22 de abril: homem de 101 anos
22 de abril: homem de 85 anos
25 de abril: mulher de 63 anos
26 de abril: mulher de 67 anos
29 de abril: homem de 63 anos
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By Negócio em Alta