Respiradores da China comprados pelo Pará não funcionam, diz governo; cada aparelho custou R$126 mil


Equipamentos adquiridos para tratar pacientes com Covid-19 apresentaram falhas identificadas por técnicos durante processo de instalação e ainda não podem ser usados, segundo o governo estadual. Chegada de respiradores adquiridos da China pelo Pará.
Agência Pará
A assessoria do governo estadual confirmou, nesta sexta (8), que 152 respiradores, adquiridos da China para tratamento de pacientes com Covid-19, apresentaram falhas identificadas por técnicos durante processo de instalação e que ainda não puderam ser usados. Cada respirador custou 126 mil reais, segundo o governo.
Os equipamentos chegaram na última segunda (4), junto com bombas de infusão, e começaram a ser distribuídos entre municípios do estado.
No total, foram comprados 400 respiradores, que custaram R$50,4 milhões, além de 400 monitores multiparamétricos, 400 oxímetros de pulso e 1600 bombas de infusão, totalizando R$100 milhões em investimentos.
A nota do governo diz que as dificuldades também ocorreram por outros compradores e que o governo está “em contato direto com os fabricantes, que prometem saná-los em caráter de urgência”. Segundo o governo, os fabricantes assumiram que vão resolver os problemas e adequar os equipamentos aos parâmetros nacionais.
Segundo o governo, 80 respiradores foram destinados para o Hospital de Campanha de Belém e 30 para o Hospital Galileu, todos em Belém. Dez respiradores vão para o Hospital de Campanha de Santarém; 10 para o Hospital de Campanha de Marabá; 5 para o Hospital de Campanha de Breves e 4 para o Hospital de Capanema.
Cerca de 556 bombas de infusão acompanham os respiradores. Todos começaram a ser enviados na segunda.
Nessa primeira leva, o governo recebeu cerca de 152 respiradores e 1.580 bombas de infusão, que permitem instalação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros equipamentos devem sair da China ainda esta semana rumo a Belém, totalizando a compra de 400 kits de UTI, segundo o governo.

By Negócio em Alta