
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, entre os documentos recebidos, 42 são de setores autorizados a fazerem a reabertura na fase 2 do Plano SP, e outras 32 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases. Capital continua em quarentena até o dia 15 de junho e na fase 2 de reabertura
A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça-feira (3) que já recebeu 74 propostas de entidades setoriais para flexibilização da quarentena da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, entre os documentos recebidos, 42 são de setores autorizados a fazerem a reabertura na fase 2, laranja, do Plano SP, do governo paulista, e outras 32 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases.
“Todos os setores que constam na fase 2 do Plano SP, do Governo do Estado, já enviaram propostas”, disse o comunicado da secretaria.
As propostas das entidades setoriais estão sendo apresentadas para a prefeitura por meio do site www.prefeitura.sp.gov.br/retomada.
Segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, os documentos recebidas até agora serão analisadas pela Vigilância Sanitária da cidade e podem ser respondidos antes ou depois do dia 15 de julho.
“O município já está na fase dois, já está recebendo os protocolos, e vai agora consultar a Vigilância Sanitária e, assim que a Vigilância Sanitária der o ok, os setores podem reabrir. Isso pode acontecer antes ou depois do dia 15. Não tem nenhum prazo e coincide com a análise feita pela vigilância sanitária”, afirmou.
A Coordenadoria de Vigilância em Saúde de São Paulo (Covisa), por sua vez, vai dar uma das três respostas possíveis: favorável; favorável com alterações; ou desfavorável. Depois, o órgão encaminha o processo para o gabinete do prefeito.
Para cada protocolo aprovado haverá a celebração de um termo de compromisso com as entidades setoriais e, só assim, o setor poderá retomar o atendimento presencial ao público.
Até que isso aconteça, o prefeito Bruno Covas afirmou nesta quarta-feira que a cidade continua em quarentena até o dia 15 de julho.
No sábado (30), o prefeito publicou um decreto em que estabelece as regras para a reabertura dos setores na capital paulista:
Protocolos de distanciamento, higiene e sanitização de ambientes;
Protocolos de orientação de clientes e colaboradores;
Compromisso para testagem de colaboradores e/ou clientes;
Horários alternativos de funcionamento (escalas diferenciadas de trabalho) com redução de expediente.
Sistema de agendamento para atendimento;
Protocolo de fiscalização e monitoramento pelo próprio setor (autotutela);
Esquema de apoio para colaboradores que não tenham quem cuide de seus dependentes incapazes no período em que estiverem fechadas as creches, escolas e abrigos (especialmente as mães trabalhadoras).
Plano de flexibilização de reabertura da quarentena no estado permanece estável
Plano São Paulo
Segundo o governo paulista, os critérios adotados para estabelecer a classificação de cada região no Plano São Paulo de flexibilização da quarentena são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para COVID-19; número de leitos UTI COVID-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.
O conjunto de indicadores determinam cinco possíveis fases de flexibilização, são elas:
Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
Fase 5, azul: “normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.
De acordo com a gestão estadual, as regiões são avaliadas a cada 7 dias e podem mudar de fase depois de 15 dias. As classificações podem progredir ou regredir conforme os indicadores sofram alterações. No primeiro balanço do programa, feito nesta quarta-feira (3) no Palácio dos Bandeirantes, o governo paulista apontou duas regiões de SP autorizadas a flexibilizar a quarentena que tiveram piora nos índices e podem ter que adotar medidas mais restritivas.
Os municípios de Barretos e Bauru, no interior de São Paulo, classificados pelo estado na fase amarela de flexibilização, tiveram piora no número de casos e de mortes na última semana; Baixada Santista teve melhora e pode evoluir no próximo balanço, se mantiver atuais índices. Um novo balanço deve ser lançado na próxima quarta-feira (10).
Mapa do estado de São Paulo com regiões divididas em fases de flexibilização da quarentena.
Divulgação/Governo
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