Sistema instantâneo de pagamentos está em fase de testes e entra em funcionamento no dia 16 de novembro. Instituto de Segurança Pública registrou aumento de 273% nos crimes virtuais entre os meses de março e agosto, período da quarentena. Entenda o que é e como vai funcionar o PIX
A polícia e o Procon fazem um alerta sobre um novo golpe virtual. Criminosos estão aproveitando os testes com o novo sistema de pagamentos e transferências eletrônicas – o PIX – para roubar dados na internet.
PIX: veja perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos
Veja a página especial do G1 sobre o PIX
Uma empresa de segurança cibernética fez um levantamento e identificou mais de 30 domínios falsos — endereços falsos — nas primeiras 24 horas em que o serviço foi oferecido.
A polícia diz que é fundamental registrar queixa de forma online ou na delegacia mais próxima.
Uso de eletrônicos na pandemia
A pandemia deixou todo mundo dentro de casa e acelerou o uso dos eletrônicos. E como consequência, houve aumento nas fraudes e nos golpes pela internet.
O Instituto de Segurança Pública registrou aumento de 273% nesse tipo crime entre os meses de março e agosto, período da quarentena.
Uma das vítimas teve uma rede social clonada. Os golpistas pediam dinheiro. E uma amiga dela depositou para os criminosos R$ 3 mil.
“A mensagem que eles mandavam eram alguma coisa do tipo ‘ah, esgotei a minha cota de transferência hoje do dia e preciso fazer um último depósito. Você pode fazer para mim por favor, amiga?’. O sentimento horrível de ter sua privacidade violada, seus amigos violentados, por um erro, uma distração de fração de segundos”, diz uma vítima.
A principal arma contra o golpe online é a informação. Por isso, o governo do estado lançou uma cartilha contra crimes virtuais.
O material explica quais são os golpes mais comuns e como a pessoa pode se proteger.
O documento alerta, por exemplo, que os criminosos costumam enviar mensagens se passando por empresas privadas e bancos. E nessas mensagens é solicitado ao usuário que execute arquivos ou que confirme informações da conta.
Com isso, os estelionatários podem roubar as informações ou instalar um vírus.
O chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática faz um alerta.
“Cem por cento das empresas não entram em contato com o consumidor para pedir senha, pra pedir que que baixe qualquer tipo de arquivo. Nunca pedem para baixar arquivo nem nada disso. Então, sempre que receber de uma empresa qualquer, um banco ou uma empresa de vendas online, tem que já desconfiar de início”, fala Pablo Sartori.
Falsas vendas online
A polícia também chama atenção para um outro crime muito comum: as falsas vendas online.
Em busca do melhor preço, da entrega mais rápida, do melhor negócio, muita gente cai no golpe.
E com uma dica simples é possível evitar um grande prejuízo.
“Se você recebeu um anúncio de um site de vendas e se interessou, saia desse anúncio, saia desse link, saia desse e-mail e busque o site. Digite o nome da empresa. (…) Você vai chegar no site original da empresa e lá você vai poder conferir se aquela propaganda realmente existia ou se é uma propaganda falsa, maquiada no site de uma grande empresa”, diz o delegado.
Uma vítima foi enganada por uma suposta grande empresa de crédito.
“Eles entraram em contato comigo através do whatsapp, se passando por uma empresa reconhecida de crédito pessoal e solicitaram algumas transferências, todas elas pra pessoas físicas e contas diferentes. Juntando todas as transferências que eu fiz eu perdi um total de R$ 25 mil. Foi toda a minha reserva. Se acontecer alguma emergência, não tenho mais pra onde recorrer”, conta a vítima.
O que é o PIX?
O PIX é um novo meio de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras. Não é um aplicativo nem banco, e funciona com as contas que o cliente já tem em alguma instituição financeira.
A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. A quantia cai instantaneamente.
Para que serve?
O PIX servirá para transferências de dinheiro, seja entre pessoas físicas ou jurídicas, e para fazer e receber pagamentos.
No caso dos pagamentos, será possível realizar compras e pagar ao lojista imediatamente pelo celular, via aplicativo da instituição bancária do consumidor, sem precisar de dinheiro, cartão de crédito ou boleto. Os órgãos governamentais também vão aderir ao PIX, para que os cidadãos possam pagar contas e tributos de forma instantânea.
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