
Sergipe aparece com o padrão mais desigual entre os 27 unidades da Federação. Sergipe aparece com o padrão mais desigual entre os 27 unidades da Federação
Divulgação/Aracaju
As informações fazem parte do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que em 2019, os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,7% da massa, enquanto os 10% com maiores rendimentos concentravam 47,3%.
Na população com 14 anos ou mais de idade, o rendimento médio mensal real do trabalho do 1% das pessoas com maiores rendimentos era de R$ 17.039, o que corresponde a 31,4 vezes o valor dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 543).
O estudo mostra que o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que varia de zero (total igualdade) até um (desigualdade máxima), foi estimado em 0,580 em 2019. Na série histórica da pesquisa, esse é o maior valor já registrado para Sergipe.
O rendimento médio real de todas as fontes teve queda de 1,9% entre 2018 (R$ 1.636) e 2019 (R$ 1.605). A queda no rendimento médio real foi mais expressiva quando se considerou como fonte apenas os rendimentos de trabalho: neste caso, a queda entre 2018 (R$ 1.770) e 2018 (R$ 1.630) foi de 7,9%. Na série histórica, que tem início em 2012, esse é o menor valor para o rendimento médio real do trabalho já registrado.
A queda no rendimento só não foi maior porque houve crescimento de 4,8% no rendimento médio mensal real proveniente de outras fontes (aposentadorias, pensões, alugueis, programas de transferência de renda, etc.), passando de R$ 1.106 em 2018 para R$ 1.159 em 2019.
No estado, entre as categorias que compõem o rendimento de outras fontes, a aposentadoria ou pensão foi o item de maior valor médio (R$ 2.005). O crescimento dessa categoria de rendimento entre 2018 e 2019 foi de 9,7%.
Concentração de rendimento em Sergipe é a maior do país
O índice de Gini é um indicador que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica e varia de 0 (perfeita igualdade) até 1 (máxima concentração e desigualdade). Quando calculado para o rendimento domiciliar per capita, registra-se um aumento de 0,575 para 0,580, entre 2018 e 2019, o que se traduz em um avanço na desigualdade de rendimento.
A distribuição de renda é menos desigual nas regiões Sul (0,467) e Centro-Oeste (0,507) e mais desigual no Nordeste (0,559). Sergipe tem um padrão de distribuição de rendimento ainda mais desigual, aparecendo, desde o ano passado, com o maior índice de Gini entre as 27 unidades da federação do Brasil.
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