Pacientes recuperadas do coronavírus comemoram Dia das Mães ao lado dos filhos: ‘Vivi de novo’


Ao G1, mães relatam enfrentamento da doença e alívio de passar pela data com a família. Maria Luciana Diniz de Oliveira com os filhos
Arquivo pessoal
“Vai ser o melhor Dia das Mães da minha vida. É como se eu tivesse vivido de novo para estar com os meus filhos”. A frase é da auxiliar de limpeza Maria Luciana Diniz de Oliveira, de Bragança Paulista (SP). Ela ficou com a voz embargada ao expressar o sentimento de alívio por ter vencido a batalha contra o coronavírus após ficar alguns dias internada lutando contra a doença. Para ela, ter a companhia dos filhos neste domingo (10) é o troféu da vitória.
Neste domingo (10), Dia das Mães, o G1 mostra histórias de duas mulheres que foram curadas da Covid-19 e que depois de enfrentar as incertezas do tratamento, vão passar a data ao lado dos filhos.
A médica anestesista Heloísa Marques Zaghetto, de São José dos Campos (SP), também está agradecida pelo Dia das Mães depois de vencer o coronavírus. Aos 70 anos, comemora poder estar ao lado não somente dos filhos, mas também dos netos.
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Luta contra o coronavírus
Maria Luciana, de 40 anos, foi infectada na segunda quinzena de março. Os sintomas foram aparecendo aos poucos. Até que, no início de abril, foi internada na Santa Casa de Bragança Paulista após apresentar diversos sintomas da doença e a tomografia identificar que os pulmões dela estavam 50% inflamados.
Foram oito dias de internação na Santa Casa, local onde ela trabalha. Ela conta que o período no hospital foi angustiante não apenas pela luta contra o coronavírus, mas também pelo fato de ficar distante da família.
“Teve momentos, que me senti só, tristeza, saudade das crianças [se emociona]. Quanto mais sentia isso, mais aumentava a vontade de lutar por eles. Tinha certeza que iria vencer. A saudade era muito grande. Minha filha, de três anos, tinha parado de comer porque queria a mãe, o meu filho, de 14, só chorava. Eu conversava com eles, mandava vídeos. Para eles, foi muito difícil. E saber o sofrimento deles foi difícil. Eu queira estar perto, dar um abraço. Isso me deu forças para lutar”, contou Maria Luciana.
A médica anestesista Heloísa Zaghetto teve período de internação menor, de um dia para o outro, em um hospital particular de São José dos Campos. Mas também precisou cumprir o isolamento em casa. A família dela, aliás, teve outros membros que também tiveram a doença, como a tia de 96 anos que também se recuperou da Covid-19.
Heloísa Zaghetto com os netos
Arquivo pessoal
Heloísa afirma que não teve a maioria dos sintomas característicos do coronavírus. Mas a perda do olfato fez ela ligar o sinal de alerta e, preocupada, procurou o hospital para realizar o exame. O teste confirmou o que ela pressentia: positivo para Covid-19. A partir daí, começou o tratamento contra a doença. Apesar da preocupação por saber como o vírus é perigoso, se manteve confiante.
“Não tive muito medo, porque eu tinha muita confiança de tratar rápido. Confie que iria dar resultado. Tive mais medo quando a minha tia [de 96 anos] internou e ficou isolada. Isso, realmente, me deixou com medo. Isso é ruim para a família, não ter contato, não poder falar. Fiz o tratamento e fui melhorando, voltei a sentir cheiro… Hoje, estou recuperada”, destacou.
Vitória em família
Heloísa tem três filhos e quatro netos. Ela comemora poder passar este Dia das Mães recuperada da doença, mas o encontro com a família terá que ser virtual: uma filha mora na Espanha e um filho está com a esposa grávida. Mas a vitória para ela é estar em família. Tanto que já tem uma mensagem de esperança na ponta língua.
“A doença é insidiosa. Precisa estar atento, não se descuidar. Mas você tem a possibilidade de sair dessa. Eu tenho 70 anos e consegui vencer. É preciso prestar atenção nos sintomas e se cuidar neste momento que estamos passando. É possível vencer”, ressaltou.
Família de Heloísa Zaghetto
Arquivo pessoal
Esse sentimento de vitória que Heloísa tem e transmite é compartilhado por Maria Luciana. De volta ao lar, se emociona em estar novamente na companhia do marido e dos filhos.
“É difícil achar palavras. Filho é uma grande benção. Desde que engravidei, nunca mais me senti sozinha. Não tenho palavras em poder estar perto deles. Eu vivi de novo. Passar por essa doença é viver de novo. Para mim, é muito importante estar com eles. É uma coisa muito linda poder estar com eles neste Dia das Mães, estar em casa. É uma benção de Deus”, disse.
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By Negócio em Alta