Opala, a pedra preciosa que gera riquezas em Pedro II, no Norte do Piauí


O programa Piauí de Riquezas detalhou os caminhos que a pedra preciosa do estado percorre até conquistar as joalherias de todo o mundo. Extração de opala e produção de joias geram riquezas para região de Pedro II
No Norte do Piauí, uma pedra preciosa que concentra todas as cores do arco-íris encantou o mundo todo: a opala levou fama para a cidade de Pedro II, conhecida também pelo clima ameno, suas cachoeiras e lindas paisagens de serra. O programa Piauí de Riquezas detalhou os caminhos que a pedra preciosa do estado percorre até conquistar as joalherias de todo o mundo.
Roça dos Pereiras, local onde foram encontradas as primeiras pedras de opala em Pedro II
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A opala é encontrada em apenas dois pontos em todo o mundo: na Austrália e nas minas de Pedro II. A das mais antigas dessas minas é a do senhor Antônio Gomes, que se tornou garimpeiro por acaso, em 1969, quando um de seus primos encontrou a primeira pedra enquanto extraía macaxeira. “Essa pedra tinha 45 gramas”, lembra.
Lapidador Juscelino Araújo mostra pedras brutas e gemas lapidadas de opala
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Segundo pesquisadores, apenas 10% da opala de Pedro II foi explorada. As pedras são extraídas durante o período em que cessam as chuvas na região. Os garimpeiros dependem da sorte: as pedras são encontradas ao acaso, e há aqueles que já passaram anos sem encontrar uma sequer. É o caso do experiente Ribamar Nunes, o Riba do Garimpo.
“`Passei um ano sem tirar nada. Mas a gente vai achando e vai guardando. Aí quando a gente pega uma ‘tacazinha’ de um ano, dá pra aguentar até o período de achar de novo”, comentou.
Em Pedro II, opalas são trabalhadas do garimpo até se tornarem joias
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A extração a pedra sustenta a família de Riba há mais de 30 anos.
“A opala pra mim, para muitos aqui, é tudo. Só sabemos sabe fazer aquele serviço: de garimpar, levar pra cidade, pra vender pros lapidários…”
As pedras brutas são transformadas em gemas nas mãos dos lapidadores, como Juscelino Araújo, que está na profissão desde 1992. “Foi praticamente o meu primeiro emprego”, disse.
Opalas do Piauí se tornam joias de todas as cores
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“Aqui a gente recebe as opalas brutas de diversas minas e diversas formas, tamanhos, e a gente vai fazendo a lapidação conforme a vocação delas e direcionando pro mercado. A gente recebe opalas bem humildes, por não ser de alta qualidade, e a gente consegue direcionar essas pedras pro mercado. Como a gente também recebe pedras muito preciosas, voltadas para a alta joalheria”, contou.
‘Nenhuma é igual à outra’, diz designer de joias de opala Áurea Brandão
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Dos lapidários, as gemas se tornam joias nas oficinas de Pedro II. Designers como Áurea Brandão desenham as peças, que vão para as prateleiras de joalherias da cidade e do mundo. Cada peça e cada pedra, segundo ela, tem sua própria identidade.
“Nenhuma é igual à outra. Inclusive, quando se perde um brinco de opala, você não vai conseguir outra pedra exatamente igual, ela tem identidade própria. É essa a particularidade que me encanta.”
Designer Áurea Brandão transforma as gemas em peças de opala exportadas do Piauí para o mundo
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By Negócio em Alta