
Etapa é ministrada pelo músico Wolfgang Ebert e promete descobrir novos talentos para arte local.
A tecnologia e a criatividade são as principais aliadas da arte na Oficina de Musicalização do ‘Cidade do Jazz’. A etapa educativa do projeto teve a dinâmica totalmente adaptada por conta da necessidade de distanciamento social durante a pandemia e, agora, é realizada online. Um desafio que tem sido vencido diariamente e surpreende tanto alunos quanto professores.
Iniciativa da Fundação Rede Amazônica em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), o ‘Cidade do Jazz’ ajuda a mostrar que Manaus entrou na rota dos amantes do gênero musical ao mesmo tempo que difunde e populariza o jazz junto à população local. Na Oficina de Musicalização, o foco é aprender como objetos caseiros e o próprio corpo vira instrumento. É a descoberta de uma verdadeira orquestra ao alcance das mãos. E tudo isso em uma inovadora experiência digital.
“Nas aulas presenciais, temos os instrumentos e não temos atrasos técnicos. Porém, com as aulas online precisamos aguçar a criatividade e criar estratégias para que o conhecimento seja passado de forma correta. Precisamos sempre pensar em atividades que vão funcionar à distância”, destaca o músico e professor Wolfgang Ebert. “Utilizamos objetos bastante acessíveis, como colheres, copos e papelão, além do próprio corpo para explicar alguns ritmos”, explica.
Professores Wolfgang Ebert e Jonas Júnior se adaptam com criatividade para levar musicalização aos alunos da oficina do projeto Cidade do Jazz
Divulgação/ Fundação Rede Amazônica.
O produtor musical do projeto e professor Jonas Júnior concorda com Wolfgang e acrescenta que, mesmo com a oficina no início, já é gratificante ver alguns resultados. “É muito importante levar essa experiência musical para alunos que nunca tiveram contato com a música ou até mesmo aprimorar para aqueles que já tem vivência musical”.
A representação visual de uma música em gráficos é uma das coisas que têm chamado atenção dos alunos, segundo Jonas. “Eles conseguem entender e visualizar canções e isso é diferente para eles”, diz o instrutor.
Os alunos Mariana Harumi Almada e a dupla Aramis Brandão e Carlos Cardaxo ampliam o conhecimento musical durante a oficina
Divulgação / Fundação Rede Amazônica
Mariana Harumi Almada, de 15 anos, diz que a oficina é a parte favorita de seu dia porque pode usar a tecnologia para aprender no conforto de casa. “Eu tenho bastante experiência com música, como cantora, mas nunca tive a oportunidade de fazer um curso voltado para um só gênero por falta muito tempo. E agora, com a pandemia, finalmente pude abrir minha agenda para aprender coisas novas e essa oficina, definitivamente, tem me ensinado muita coisa, mesmo tendo que fazer aulas à distância”, diz a aluna.
E a relação da aluna com o gênero musical vem de antes. “Eu amo jazz! Desde 2018, eu escuto esse gênero apaixonante, desde Frank Sinatra até Billie Holiday! Todo dia de manhã eu escuto. Quando vi que haveria uma oficina de musicalização de Jazz, eu fiquei super animada. Não é todo dia que tem uma oficina do seu gênero favorito de música”, comemora Harumi.
Aramis Vítor Brandão, de 14 anos, e Carlos Eduardo Cadaxo, 12, formam uma dupla de violão e violino que estão começando carreira
Divulgação / Fundação Rede Amazônica
Aramis Vítor Brandão, de 14 anos, e Carlos Eduardo Cadaxo, 12, são irmãos e formam uma dupla de músicos iniciantes de violão e violino. Os jovens participam das aulas juntos e exaltam a criatividade de como têm aprendido jazz. “Está sendo incrível participar da oficina. Estou conseguindo aprender muito sobre improviso, variações rítmicas, musicalizações. E nós já aprendemos a fazer ritmos com materiais que temos em casa, como garrafa pet, sacos plásticos. Além disso, fazer música com o próprio corpo, batendo na coxa, pisando no chão, batendo no peito”, conta Aramis, empolgado.
Entre os objetivos do Cidade do Jazz está o fomento ao aprendizado e descobertas de novos talentos na arte, principalmente, na faixa etária estipulada na inscrição da oficina – 12 a 18 anos. “A música é importante para qualquer idade, mas nessa idade de formação ela atua para sensibilizar e despertar interesses musicais”, afirma Júnior.
O projeto
O Cidade do Jazz segue com uma extensa programação digital até novembro. Uma das próximas ações será o Desafio de Dança que acontecerá durante o programa Paneiro da TV Amazonas. O projeto é uma realização da Fundação Rede Amazônica em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) do Governo do Estado do Amazonas.
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