No Dia das Mães em isolamento, idosa de 95 anos recebe ‘carreata de parabéns’ de familiares e amigos no DF


‘Só não pude abraçar, mas foi muito lindo’, conta Eloyta da Silva, moradora do Lago Sul, em Brasília. Ela tinha planejado passar este domingo com a neta, em Portugal, mas precisou adiar visita devido à pandemia. No Dia das Mães em isolamento, idosa de 95 anos recebe ‘carreata de parabéns’ no DF
Foi com buzinaço e palmas na calçada de casa que Eloyta da Silva, moradora do Lago Sul, no Distrito Federal, recebeu os parabéns pelo aniversário de 95 anos e o Dia das Mães, neste domingo (10) . Devido ao isolamento como prevenção contra o coronavírus, a homenagem em carreata foi a alternativa encontrada por familiares e amigos para comemorar juntos (assista acima).
“Foi de surpresa! Chegaram todos juntos de manhã, buzinando, foi uma farra! Só não pude abraçar, mas foi muito lindo”, conta Eloysa ao G1.
Eloyta mora com a filha, Andreia Valente, de 63 anos. Ela conta que a mãe costumava receber amigos no feriado nos últimos anos.
“Temos amigos que tem familiares fora do Brasil. Para eles, ela é como uma mãe”, diz Andreia.
Eloyta da Silva, de 95 anos, segura o cartaz levado por amigos e familiares em ‘carreata de parabéns’, no DF
Arquivo pessoal
Neste ano, a visita foi com distanciamento. Para Eloyta, “foi especial”. “Embora eu não pudesse nem apertar a mão, nós conversamos, nos divertimos e rimos. Foi muito bom”.
Mudança de planos
A pandemia da Covid-19 mudou os planos da família. Andreia conta que planejava levar Eloyta para Portugal, passar o feriado junto com a sua filha única, Maria Valente, de 27 anos, que está morando no país. Seria o encontro de mãe, avó e neta.
“Nós três estamos sempre juntas e era essa ideia. Já no início de março percebemos que não daria para fazer a viagem, quando começaram as restrições de voos”.
Maria Valente, ao lado da mãe e da avó, em Portugal; em imagem de arquivo
Arquivo pessoal
Apesar da distância, Andreia afirma que o trio tem buscado alternativas para manter o contato, pelas redes sociais. “Temos sorte de ter a tecnologia para os encontros. Fico imaginando como seria sem essa possibilidade”, disse.
Enquanto isso, a família afirma que tem tomado cuidados para ficar em casa, em prevenção contra o coronavírus. Andreia, já aposentada da área de publicidade e relações públicas, tem cuidado da mãe.
Para Eloyta a viagem ainda pode ocorrer, “assim que tudo voltar ao normal”.
“Não deu certo e tudo bem. No ano que vem, quem sabe”, disse.
*Sob supervisão de Maria Helena Martinho
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By Negócio em Alta