Ministérios assinam termo para projetar ponte inacabada sobre o Rio Jari, que ligará AP ao PA


Obra começou há quase 20 anos, mas parou várias vezes, algumas delas por indícios de corrupção; há um ano a responsabilidade passou para o governo federal. Ponte inacabada sobre o rio Jari, em Laranjal do Jari
John Pacheco/G1
Mais de um ano após o acordo que transferiu a competência da obra da ponte sobre o Rio Jari para a esfera federal, um termo foi assinado entre ministérios na quinta-feira (1º), numa nova etapa para projetar novamente a estrutura e concluir a construção dela. A ponte será a primeira ligação terrestre do Amapá com outro estado brasileiro.
A ponte fica entre o município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá, e o distrito de Monte Dourado, município de Almeirim, no Pará. A obra iniciou há quase 20 anos, em 2002, e foi paralisada diversas vezes, inclusive por indícios de corrupção.
O Ministério da Infraestrutura (MInfra), por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) assinaram o Termo de Execução Descentralizada (TED).
O documento prevê a realização dos anteprojetos de conclusão da ponte e dos acessos, na extensão de aproximadamente 12 quilômetros na BR-156.
O anteprojeto traz, basicamente, uma planta do que falta construir no espaço, o cálculo das áreas, entra outras informações técnicas. A previsão, segundo o Dnit, é que esses anteprojetos devem ser contratados e finalizados ao longo dos próximos 12 meses.
Só após a apresentação e aprovação dos anteprojetos é que o Dnit vai poder encaminhar a licitação para conclusão efetiva da obra.
Ponte sobre o rio Jari em Laranjal do Jari
John Pacheco/G1
Em visita ao estado no mês de junho, o ministro do MDR, Rogério Marinho, anunciou que previa a retomada da obra para ainda este ano. Ele adiantou que a obra deve custar R$ 60 milhões.
A ponte com 406 metros de extensão se resume atualmente a enormes pilares colocados no rio, dos quais três deles foram danificados após serem atingidos por um barco. A estrutura já consumiu R$ 21 milhões dos cofres públicos.
Por enquanto, sem a ponte, o transporte no limite dos estados é feito por meio de balsas, que operam 24 horas por dia. O fluxo de passageiros no local é intenso em função de grandes empreendimentos instalados na região, como hidrelétrica e fábrica de celulose.
Apesar de ligar o Amapá ao Pará, a realização da obra foi toda da prefeitura de Laranjal do Jari, que alegou impossibilidade de tocar o projeto em frente, recebendo apoio posterior do governo estadual. Em 2019, um acordo com a Justiça transferiu a competência da construção para o governo federal. Nesse período foi feito um estudo de viabilidade na obra e uma tomada de contas especial.
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By Negócio em Alta