Justiça nega liminar que suspendia ações do Ibama no sudoeste do Pará

Decisão alega que aumento da atividade ilegal na região traz risco de contaminação do novo coronavírus a povos indígenas e tradicionais. Justiça nega liminar que suspendia ações do Ibama no sudoeste do Pará
A Justiça Federal, em Santarém, negou liminar pedida pela prefeitura de Uruará, no sudoeste do Pará, para suspender a fiscalização ambiental na Terra Indígena Cachoeira Seca, localizada na região do médio curso do rio Xingu.
Na decisão, a Justiça considerou que o aumento da atividade ilegal na região traz risco de contaminação do novo coronavírus a povos indígenas e tradicionais que vivem na região, protegida por lei, e que, por isso, as fiscalizações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) devem continuar.
O Ministério Público Federal (MPF) disse que a prefeitura de Uruará alegou que a fiscalização ambiental trazia risco de contágio pelo novo coronavírus, mas a Justiça discordou.
Segundo a decisão, “há, na verdade, risco inverso, já que a existência de atividades ilegais em terras indígenas e ocupadas por populações tradicionais – notadamente a grilagem, o desmatamento e garimpagem sem licenciamento – tem o condão de, obviamente, maximizar o risco de contágio aquelas pessoas, afetando o direito à saúde delas”.
Agressão
Na última semana, a região registrou tensão, quando funcionários de madeireiras de Uruará protestaram contra as ações do Ibama na área.
Um dos coordenadores do Ibama chegou a ser agredido no rosto por um manifestante ao tentar voltar para a cidade.
Os manifestantes estavam revoltados por que alegavam prejuízos causados pelas operações de combate ao desmatamento ilegal e ao comércio ilegal de madeira na região.
O caso é investigado pela Polícia Federal em Santarém.

By Negócio em Alta