Nesta quinta (7), 161 dos 200 leitos do local estavam ocupados por doentes internados com a doença na capital. O Hospital de Campanha do Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, completa um mês nesta quinta-feira (7) com 80,5% dos leitos ocupados por pacientes com coronavírus.
No dia 6 de abril a unidade hospitalar recebeu os três primeiros doentes pela Covid-19. Atualmente são 161 pessoas com a doença ocupando os leitos.
Ao todo são 200 leitos disponíveis no hospital de campanha do Pacaembu. Ele foi o primeiro dos três hospitais de campanha construídos na capital para receber pacientes com coronavírus.
O hospital do Pacaembu começou a ser construído em 22 de março. Foi erguido sobre o campo de futebol do estádio municipal.
À época, o estado de São Paulo tinha 22 mortes e 631 casos de Covid-19. Na quarta-feira (6) o balanço era de 3.045 óbitos e 37.853 casos, o que fez o governo estadual decretar luto por causa das vítimas.
Na frente do Pacaembu o movimento de entra e sai de ambulâncias continua frequente. Até esta manhã o hospital aguardava mais 14 pacientes internados.
Nos outros dois hospitais de campanha na capital, a situação era a seguinte até quarta:
Complexo do Anhembi (489 pacientes internados. Hospital tem capacidade para 1.800 leitos)
Complexo Esportivo do Ibirapuera (cerca de 100 doentes no local. A capacidade do hospital é para 268 leitos)
Ocupação
A ocupação em outros hospitais da capital também é preocupante. São mais de 1.400 pacientes internados nos hospitais municipais, sendo 415 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
E nessas UTIs, a ocupação é de 82%, só na cidade de São Paulo.
Para tentar ampliar a capacidade de atendimento, começou a valer um decreto da prefeitura, que autoriza a Secretaria Municipal da Saúde a requisitar leitos em hospitais particulares.
Nesse caso, a rede privada não pode negar o leito. O município já assinou convênios com sete hospitais.
A ideia é desafogar os hospitais da rede pública, como o de campanha do Pacaembu, que já está próximo da ocupação total.
E também evitar mais mortes, como de Maria dos Anjos, de 45 anos, vítima do coronavírus. Ela morreu na quarta-feira (6), depois de 12 dias internada na UTI do Hospital Emílio Ribas.
“É ruim, é um sentimento de impotência também. Você não poder chegar perto, não poder dar o último abraço”, disse a desempregada Daiana Caroline Modulo Miranda, sobrinha da vítima.
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