No estado, 69% dos leitos de UTI estão ocupados. Na Grande São Paulo, já são quase 86%. Pacientes de Covid lotam hospitais da rede pública em SP
Em São Paulo, sete hospitais estaduais estão com as UTIs quase lotadas por pacientes com Covid. Em dois da rede municipal não há mais vagas.
Uma família quase inteira contaminada: um cunhado, a mulher, o Vagner e os três irmãos dele tiveram a doença, e todos choraram a morte do pai, que morreu com sintomas da Covid-19. Internado, Vagner teve muito medo: “A minha sensação era o medo de ser entubado, não conseguir voltar, morrer, não ver a família… Lembrar do meu pai, né? Que ele se foi e eu tenho absoluta certeza que foi esse vírus que levou ele”, diz o pintor Vagner Mendes da Silva.
O isolamento ainda insuficiente está cobrando seu preço. No estado, 69% dos leitos de UTI estão ocupados. Na Grande São Paulo, já são quase 86%.
Dois hospitais municipais de referência para Covid-19 na capital estão com a UTI lotada. Sete hospitais estaduais na capital e no interior têm mais de mais de 95% de ocupação.
E não é apenas a situação da capital e da Grande São Paulo que preocupa. O avanço da doença faz cada vez mais vítimas no interior, que tem ainda menos leitos de UTI.
Há um mês, 161 cidades paulistas tinham casos de Covid-19. Quinze dias depois, já eram 284. Agora são 413. O governo acredita que, até o fim do mês, a doença terá se alastrado pelo estado todo.
“O número de leitos de UTI, ele não vai ser infinito. Se a epidemia for muito rápida, o número de casos gerados for muito rápido, ele vai ultrapassar o número de leitos, qualquer que seja ele”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
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