
Ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15). Ministro Nelson Teich visita Comando Militar da Amazônia, em Manaus
Eliana Nascimento/G1
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), se manifestou sobre a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich. À Globonews, ele disse que esperar da próxima gestão continuidade nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus porque a situação no Amazonas é grave.
“Que a pessoa que entre no Ministério da Saúde, não haja nenhum tipo de problema de descontinuidade, porque a situação do Amazonas ainda é muito grave”, disse.
Ao comentar sobre a situação do estado, o governador disse que a situação do Amazonas na pandemia é grave. “Nós continuamos precisando e, muito, da ajuda do Governo Federal nesse momento, para que a gente possa, o mais rápido possível, sair dessa pandemia”, afirmou.
O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Apesar de uma nota oficial do ministério dizer que ele pediu demissão, assessores da Saúde afirmaram que o médico foi demitido.
No dia 3 de maio, o ministro desembarcou em Manaus, cumpriu uma extensa agenda de reuniões com governador Wilson Lima e autoridades do Amazonas. Na capital, o então ministro visitou hospitais e unidades de referência ao tratamento da Covid-19.
Casos de coronavírus no Amazonas
O boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (15) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) aponta que o Amazonas registrou 1.211 novos casos, totalizando 18.392 casos confirmados de Covid-19 no estado.
Do total de casos confirmados desta sexta-feira (15), 9.713 são da capital amazonense e, 8.679 do interior do estado.
No boletim, foram confirmados mais 96 óbitos pela doença, elevando para 1.331 o total de mortes, sendo 36 óbitos nas últimas 24 horas.
Das 6.282 pessoas que testaram positivo para Covid-19 estão em isolamento social ou domiciliar. Outras 10.242 pessoas já passaram pelo período de quarentena (14 dias) e se recuperaram da doença.
Calamidade pública
Por conta do aumento no número de casos da Covid-19 no Amazonas, no dia 15 de abril, quando o Amazonas registrava mais 1.700 casos de Covid-19 e 124 mortes, o governador prorrogou por mais 180 dias, o período de estado de calamidade pública.
O governo já havia decretado estado de calamidade pública no dia 23 de março, quando o estado contabilizava 32 casos confirmados de Covid-19. Na decisão, foi determinado o fechamento do comércio de serviços não essenciais, permanecendo abertos supermercados, padarias, açougue e farmácias.
Nos autos, a finalidade do decreto é promover, conforme determinação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, ações de prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação frente a pandemia do novo coronavírus.
“Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais, necessárias para combater a disseminação do novo coronavírus, em todo o território amazonense”.
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