
Anúncio foi feito pelo prefeito Fernando Cunha (PR). Evento será promovido na mesma data, de 8 a 16 de agosto. Festival do Folclore ficará em Olímpia por nove dias
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Por conta do risco de contaminação pelo novo coronavírus, o Festival de Folclore de Olímpia (SP), considerado um dos maiores encontros da cultura popular brasileira, sofrerá mudanças neste ano. De acordo com a prefeitura, ele será realizado no formato digital pela primeira vez em 56 anos.
O anúncio da mudança foi feito pelo prefeito de Olímpia, Fernando Cunha (PR), após reunião com o secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Beto Puttini, cuja pasta é uma das principais responsáveis pela organização do evento.
Segundo Fernando, o município tem acompanhado a situação da pandemia em todo o país e estudado as medidas a serem adotadas, tendo em vista que Olímpia, considerada a Capital Nacional do Folclore, recebe grupos de diversos estados do Brasil durante o festival.
“Por isso, este ano, nós não traremos grupos de fora, não atrairemos visitantes e turistas para nosso festival. Faremos, em grande parte, um festival digital, que será transmitido para o Brasil inteiro, pela internet, para todos os estados lembrarem que existe a capital nacional, que promove a cultura do país como um todo”, diz o prefeito, que complementa:
“Nossa ideia é pedir filmagens dos grupos para reproduzirmos as apresentações online e mesclar com apresentações presenciais dos grupos apenas de Olímpia, as Folias de Reis e Congadas, e os grupos parafolclóricos, voltado para a população olimpiense e transmitido pela internet”.
De acordo com o Executivo, a data do festival permanecerá a mesma, de 8 a 16 de agosto, mas ainda estão sendo definidos os moldes da programação, com o cronograma online e presencial.
Além disso, está em estudo a mudança do local, levando as atividades presenciais para a Praça da Matriz, ao invés do Recinto, focando na expansão do alcance digital. A proposta também prevê a não realização das peregrinações e do desfile de encerramento, bem como das atividades que envolvem as crianças da rede municipal para não expô-las a nenhum risco e considerando ainda que não há uma data definida para o retorno das aulas.
Outra questão que ainda está em discussão é a de manter apenas as barracas das instituições sociais e filantrópicas, respeitando as condições de distanciamento adequadas. Caso haja interesse das entidades, as barracas serão montadas pela própria prefeitura.
“Não teremos a movimentação e a grandiosidade da festa, mas faremos um festival essencialmente cultural. Esperamos que, com isso, a cidade cumpra com a obrigação de preservar a cultura nacional, o folclore nacional, e transmitir também para os grupos de todo o Brasil uma mensagem de esperança, de que a vida continua”, afirma o prefeito.
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